[[legacy_image_347810]] Procurado por estuprar a própria irmã dentro da aldeia, um indígena, de 41 anos, foi preso temporariamente nesta sexta-feira (5) na Avenida São Paulo, no bairro Vera Cruz, em Mongaguá, no litoral de São Paulo. A sobrinha do acusado também relatou ter sido abusada sexualmente por ele quando tinha 10 anos. Durante uma ação da Polícia Civil com apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o homem foi preso e, questionado pelas equipes e confessou o crime contra a irmã, que na época tinha 25 anos. Segundo os agentes, o indígena justificou o estupro afirmando que "teria bebido muito no dia". O crime contra a irmã aconteceu na Aldeia Indígena Itaóca, próximo de Mongaguá, na madrugada do dia 2 de janeiro de 2023. Na época, a vítima relatou que tinha chegado de uma festa em que comemoravam o Ano Novo, deitou-se e dormiu. Na sequência, a mulher relembrou ter acordado com o irmão nu sobre ela. De acordo com o boletim de ocorrência, a indígena contou que o irmão tirou a sua roupa e realizou o ato sexual sem preservativo. Durante o estupro, a mulher citou que o agressor segurou seu pescoço fazendo menção de esganá-la, e também teria dito que a mataria, caso ela gritasse por ajuda. Outras pessoas estavam dormindo no quarto durante o estupro. O cunhado da vítima chegou a ver a cena. Contudo, o rapaz alegou ter pensado que era uma relação entre a indigena e o namorado dela, e não um estupro. Outro casoApós comentar com a irmã mais velha sobre o estupro, a sobrinha da vítima, uma adolescente de 15 anos, confessou que também tinha passado pelo mesmo quando tinha 10 anos, porém teve medo de contar para a família por ter sido ameaçada de morte pelo tio. Os casos são investigados pela Delegacia de Defesa da Mulher de Mongaguá (DDM).