Incêndio atingiu escola de Itanhaém nesta quinta-feira (20) (Reprodução) Um incêndio atingiu a Escola Municipal Pedrina Pompeu Bastos, que atende crianças da pré-escola até o quinto ano, em Itanhaém, no litoral de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (20). A escola está localizada no Jardim Coronel, área rural da cidade, e segundo a Administração Municipal, no momento do incidente, apenas os pais estavam reunidos em uma reunião e todos foram evacuados em segurança. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ainda conforme a Prefeitura de Itanhaém, a área foi isolada, interditada e uma perícia será realizada para determinar as causas do incêndio e possíveis danos ao prédio. Conforme a nota enviada para A Tribuna, a Administração Municipal está tomando todas as medidas necessárias para garantir a continuidade das aulas para os alunos matriculados. O fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros. Um dos oficiais informou para a Reportagem que as chamas foram causadas por um curto-circuito no ventilador e se alastrou no forro, atingindo as salas de aula. Em nota, a corporação informou que houve danos em algumas salas de aula e parte do telhado cedeu. Cinco viaturas da corporação foram mobilizadas e ainda houve apoio da Secretaria de Educação, Defesa Civil, do Trânsito e da Polícia Militar. -Incêndio escola (1.451867) ‘Livramento’ A tratadora de animais Marceli de Jesus estava nesta reunião de pais quando houve o curto-circuito. Ela é mãe de um menino matriculado no quarto ano da escola municipal, e tia de outros alunos que também frequentam a escola. Marceli e a irmã estavam no pátio da instuição vendo a apresentação da diretora da unidade quando o ventilador pegou fogo e a fumaça preta logo invadiu os corredores. “Começou um pânico, todo mundo correu. Lá fora, vimos as telhas estalando, explodindo tudo, e ai o incêndio começou a ficar grave. Ligamos tanto que congestionamos a linha dos Bombeiros até que, um tempo depois, apareceu o primeiro caminhão”, relata. O filho e uma das sobrinhas estão prestes a completar cinco anos frequentando a escola, mas há reclamações sobre a manutenção da unidade. “A administração do colégio, com o que eles podem trabalhar, não é ruim. O problema é a administração da prefeitura mesmo”, afirma. Segundo ela, há atrasos também na entrega dos uniformes, materiais escolares e transporte. Rose Meire do Santos Batista, dona de casa, é mãe de um menino que está prestes a completar 9 anos. Mas ela teve sorte: a criança estuda da tarde, e a reunião do turno tinha sido reagendada para outro dia. “Tivemos um livramento hoje”, diz. “As crianças passam calor em sala de aula, mas a Pedrina é abandonada. Eles estavam pegando extintor de carro para apagar o fogo até os Bombeiros chegar. Eu ouvi o barulho das telhas estalando. E se tivesse criança?”, questiona. O menino, segundo Rose Meire, chegou a ter um atestado de três dias porque passou mal com o calor dos últimos dias. Teve vômitos e disenteria. Agora, com o incêndio, ela teme pela segurança dos alunos. "Eu falo não só porque meu filho estuda lá. Se tivesse aula, hoje, que era para ter tido reunião semana passada, poderia ser o filho de qualquer pessoa, qualquer criança. A gente fica sentida com isso.", desabafa.