Rogério estava foragido por ser acusado de matar a vizinha e também companheira Rosângela, encontrada morta despida em uma casa em Guarujá (Reprodução e Reprodução/ Redes sociais) O procurado da Justiça por matar a companheira a marteladas em Guarujá, Rogério Silva do Amparo, de 72 anos, foi preso neste domingo (12) após se entregar em uma delegacia de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais. Rosângela Santos de Araújo, de 52 anos, que também era vizinha do homem, foi achada morta sem roupa na quinta-feira (9) dentro de uma casa na cidade da Baixada Santista, no litoral de São Paulo. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme noticiado por A Tribuna, na semana passada o advogado de Rogério entrou em contato com a polícia informando que o cliente queria confessar o crime e que ele mantinha um relacionamento com a vítima. Segundo o defensor, o homem disse que desferiu três marteladas na cabeça da mulher após uma discussão. De acordo com a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guarujá, Edna Pacheco, Rogério afirmou que ‘pagava’ para manter relação com Rosângela. Nesta segunda-feira (13), a Polícia Civil de Minas Gerais (PC-MG) informou que o homem se apresentou no domingo (12), acompanhado do seu delegado, na Delegacia de Plantão localizada no bairro Alípio de Melo, em Belo Horizonte. Até a publicação desta matéria, o cumprimento do mandado de prisão estava sendo realizado pela 2ª Central Estadual do Plantão Digital. Além disso, a corporação complementou que, após os procedimentos de polícia judiciária, Rogério deveria ser encaminhado ao sistema prisional, onde permaneceria à disposição da Justiça. A Tribuna não conseguiu localizar a defesa de Rogério, mas o espaço segue aberto para manifestações. Discussão e marteladas Rogério saiu de casa na segunda-feira passada (6) para comprar drogas para a companheira e, ao retornar, Rosângela percebeu a falta de dinheiro. Segundo o advogado do homem, os dois discutiram e Rosângela acabou caindo no chão. Nesse instante, Rogério pegou um martelo e desferiu três golpes na cabeça da companheira, provocando intenso sangramento. Desesperado com a cena, ele fugiu do local. O corpo foi posteriormente encontrado na casa de um vizinho, após o advogado de Rogério contar onde a vítima estava. Encontro do corpo Rosângela foi tida como desaparecida. O filho havia procurado a polícia informando que não tinha notícias da mãe. Posteriormente, policiais militares foram acionados para atender a uma ocorrência de encontro de cadáver. O corpo de Rosângela foi achado em um imóvel na Rua Juruá, na tarde de quinta-feira (9). Os agentes se depararam com a residência arrombada e o cadáver no banheiro, despido. Boletim de ocorrência A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência (BO) do caso. Na primeira versão, o filho relatou que esteve na residência da mãe por volta das 16h de segunda passada (6) para visitá-la e, em seguida, foi embora. Ele também afirmou que a mãe fazia uso frequente de bebidas alcoólicas e cocaína, mas nunca havia desaparecido antes. Ao saber da situação, foi até o bairro onde ela morava, conversou com vizinhos e conhecidos, porém ninguém a havia visto. Ele ainda procurou pela mãe em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Instituto Médico Legal (IML), mas não obteve informações. Na segunda versão do BO, registrada na quinta-feira (9), consta que policiais militares compareceram à DDM relatando que foram acionados para atender a uma ocorrência de encontro de cadáver. Ao chegarem ao imóvel, na Rua Juruá, constataram que a porta estava arrombada. No interior da residência, no banheiro, localizaram uma mulher despida, posteriormente identificada como Rosângela Santos de Araújo. O corpo já apresentava sinais de decomposição. A perícia técnica foi acionada, assim como a equipe da DDM. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e constatou a morte, sendo emitida a papeleta médica. O veículo funerário foi acionado para a remoção do corpo, e foi expedida guia ao IML para a realização dos exames legais. O caso foi registrado como feminicídio na DDM de Guarujá.