[[legacy_image_323963]] Uma idosa, de 72 anos, foi roubada e agredida, com brutalidade, na tarde desta quinta-feira (4) no Centro de Guarujá. Na tentativa de roubar uma corrente de bijuteria que a senhora tinha no pescoço, um criminoso a empurrou com força contra o chão. A mulher bateu a cabeça, os braços e sangrou bastante, precisando ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O ataque aconteceu na Avenida Pugliesi. Moradora da região, ela voltava de um mercado às 14h30 quando foi surpreendida pelo ladrão, que, após o roubo e a agressão, fugiu. Testemunhas auxiliaram a idosa, que bateu a cabeça contra o meio-fio e sofreu um corte profundo na testa e na mão, ao tentar se proteger, e sangrou muito. O Samu foi acionado e prestou os primeiros atendimentos médicos à vítima, que foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Rodoviária. “Ela foi muito bem atendida. Fez tomografia, raio X e ressonância. Meu medo era ela ter sofrido algum coágulo ou traumatismo craniano, mas isso foi descartado nos exames. Ainda bem”, conta uma das três filhas da idosa. A mulher, que não quis se identificar, disse que a mãe precisou de seis pontos na cabeça e em uma das mãos, e sofreu diversas lesões. “Está toda roxa, com luxações e dores pelo corpo todo. Agora, vai precisar fazer fisioterapia”. A filha conta que a mãe está traumatizada com a violência. “Ela foi transferida para um hospital e recebeu alta às 21h. Está muito assustada com tudo o que aconteceu. Todos nós estamos. Ocorreu às 14h30, bem no Centro de Guarujá. Não havia policiamento na rua, não tinha segurança nenhuma”, conta. A filha foi ao local do crime na manhã desta sexta (5). Ela disse que, novamente, não viu nenhum policial na região. “Não tinha Guarda Civil Municipal, não tinha Polícia Militar, não tinha nada. Não há segurança no Centro de Guarujá e isso é uma vergonha. Minha mãe não morreu por pouco”. Enquanto esteve na Avenida Pugliesi, a filha da vítima conversou com comerciantes que presenciaram o crime. E, para surpresa dela, recebeu a informação de que o bandido é conhecido na região. “Uma vendedora disse que essas pessoas estão roubando constantemente no Centro. Quando finalmente as prendem, são soltas e continuam roubando”, reclama. “Não é justo uma pessoa trabalhar a vida inteira e, quando sai para comprar um pão, sofre uma tentativa de latrocínio. A gente imagina que é perigoso sair de casa à noite ou de madrugada, mas isso aconteceu às 14h. É um absurdo”, condena a filha. PosicionamentosProcurada, a Prefeitura de Guarujá disse lamentar o ocorrido e afirmou que "a segurança e a preservação da ordem pública são competências constitucionais do Governo Estadual". Porém, sem responder sobre a falta de efetivo na região central - conforme alegado por comerciantes e pela família da vítima -, disse que o município conta com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) nas vias públicas, além das polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros. E finalizou afirmando ter cobrado do Estado o aumento no efetivo policial, que conta com um déficit superior a 30%, inclusive na região central. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) também não respondeu sobre a falta de efetivo policial no Centro de Guarujá. Por outro lado, informou que o policiamento foi intensificado em todo o Litoral do Estado por meio da Operação Verão, que abrange os 16 municípios do Litoral Sul e do Norte. A ação funciona 24 horas, todos os dias, e conta com um reforço especial no período das 16h à 1h. A SSP também explicou que, no município de Guarujá, entre os meses de janeiro e novembro de 2023, as polícias realizaram 1.266 prisões e apreensões (21% a mais em comparação ao mesmo período de 2022), sendo 168 por roubo e furto. Também apreenderam 169 armas de fogo ilegais (um crescimento de 74,2% em comparação aos 11 primeiros meses de 2022). A secretaria finalizou dizendo que a Polícia Civil não localizou registro do crime contra a idosa. Explicou ainda que o boletim de ocorrência é uma ferramenta importante por possibilitar que os casos sejam devidamente investigados, além de auxiliar no mapeamento dos locais com maior incidência criminal, e reorientando o policiamento ostensivo nas ruas, realizado pela Polícia Militar.