[[legacy_image_175966]] Uma idosa de 86 anos foi resgatada após trabalhar em condições análogas à escravidão há 72 anos para uma mesma família. Ela exercia funções domésticas como cozinhar, passar e limpar. A vítima, nascida em Vassouras, no Rio de Janeiro, trabalhava desde os 12 anos de idade sem poder estudar, tirar férias ou salário. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), o caso foi considerado a exploração mais longa de uma pessoa em situação análoga à escravidão no país, desde que o Brasil criou um sistema de fiscalização para enfrentar esse tipo de crime, em maio de 1995. O resgate teve início em 21 de setembro de 2021, no entanto, o processo ainda não terminou por estar sendo negociado o pagamento dos salários e direitos atrasados da idosa não identificada. Desde que foi resgatada no dia 15 de março, a mulher está recebendo atendimento psicossocial em um abrigo da prefeitura do Rio de Janeiro. Essa foi a primeira vez que ela saiu da casa onde trabalhava. “(...) Ela não tem amigos, não estudou, não tem rédea da própria vida. Faz o que o empregador determina, é natural querer voltar para o ambiente, ainda que não seja digno”, disse o auditor do Trabalho Alexandre Lyra. De acordo com Lyra, pessoas da casa onde a idosa exercia trabalho análogo ao escravo afirmaram que ela era “como se fosse da família”, não sendo considerada por eles como uma empregada.“Disseram que os serviços domésticos não eram trabalho, mas uma colaboração voluntária no âmbito familiar. Dizem que não tinham por que pagar salário se ela era da família, usaram a expressão ‘mãe preta’, ela comia, dormia no local, não tinha por que receber salário”, afirmou o auditor. *Com informações da CNN Brasil