[[legacy_image_338457]] Quatro homens capturados pela Guarda Portuária enquanto transportavam 119 quilos de cocaína em um caminhão dentro de um terminal do Porto de Santos foram condenados por tráfico internacional de drogas pela Justiça Federal. A sentença é datada do último dia 20 de fevereiro. A prisão, por sua vez, aconteceu em julho de 2023, após os criminosos serem abordados por guardas portuários depois de passarem em alta velocidade pelo scanner da empresa Brasil Terminal Portuário (BTP), atitude que levantou suspeitas. O quarteto, composto por André Batista, Lynnecker Nunes Souza da Costa, Richard Jesus do Nascimento e Vitor Afonso da Silva Amparo Alves, foi condenado ao regime fechado. A condenação, feita pelo juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal Criminal de Santos, determina nove anos, oito meses e 20 dias de prisão para três dos envolvidos. A exceção é Vitor Afonso, que ficará preso por 11 anos, quatro meses e três dias. Ele já tinha duas passagens por roubo. A defesa de dois dos acusados chegou a alegar que as provas produzidas eram nulas, visto que a Guarda Portuária não teria autoridade legal para prender o grupo. A tese, no entanto, foi rechaçada pelo juiz, que considerou que o órgão tem poder para “coibir a prática de atos ilícitos nas dependências das instalações portuárias, inclusive conduzir buscas pessoais e veiculares necessárias à proteção da integridade dos bens e instalações portuárias ou de assegurar a adequada execução dos serviços portuários”. O crimeNa madrugada de 14 de julho de 2023, os quatro homens foram presos por agentes da Guarda Portuária após serem flagrados transportando a droga dentro de um caminhão. Após os acusados passarem em alta velocidade por um scanner, agentes desconfiaram da atitude e os abordaram e, na sequência, os prenderam. Em interrogatório, dois dos presos afirmaram que o grupo receberia R\$ 50 mil para a realização do trabalho, que consistia em carregar contêineres previamente definidos com as drogas. A cocaína foi entregue aos criminosos próximo à estação de catraias de Guarujá, onde eles se encontraram com o homem que os contratou, o qual não foi identificado.