[[legacy_image_337432]] Um homem que se passava por investigador da Polícia Civil, inclusive utilizando documentos e distintivos falsificados -idênticos aos oficiais-, foi preso nesta sexta-feira (23), em Santos, após uma denúncia anônima. Os policiais já monitoravam o suspeito, que também era conhecido pela venda ilegal de anabolizantes, crime pelo qual já cumpriu pena em 2012. Hélcio Aurélio Magalhães Junior, de 34 anos, voltava de carro de São Paulo quando foi parado por policiais civis na Avenida Martins Fontes, na entrada de Santos. Durante a abordagem, ele ainda tentou se passar por um investigador. No veículo, ele se apresentou como policial civil e tentou enganar os agentes, dizendo ser um ‘colega de profissão’. De acordo com o delegado da Seccional de Polícia Civil de Santos, Rubens Eduardo Barazal, dentro do veículo foram encontrados todos os documentos falsificados. “Acharam tudo, até a falsificação da carteira de investigador da polícia. O crachá, o distintivo, uma arma 9mm e também anabolizantes. Além de munição para esse armamento e outros itens”, disse Barazal. [[legacy_image_337439]] O suspeito foi detido e levado para o 2º Distrito Policial (DP) de Santos. Conforme a delegada titular, Deborah Perez Lazaro, foi então que tudo veio à tona. “Durante o ato do flagrante, diligências foram realizadas até o município de Guarujá, onde ele mora.” Acompanhado do suspeito, o delegado assistente Francisco Venceslau foi até a casa onde ele mora com os pais e a avó, localizada em uma região de alto padrão, no bairro Pitangueiras. “Ele [delegado] foi recepcionado pelos familiares e lá encontraram mais anabolizantes, que foram apreendidos”, explicou a delegada. Com todas as provas recolhidas, o homem foi reconduzido ao 2º DP, onde foi autuado em flagrante. Entre os materiais apreendidos estavam uma arma 9mm de produção norte-americana, mas fabricada na Croácia, munições e carregadores, crachás de investigador da Polícia Civil, assim como cartões e distintivos, além de anabolizantes e medicamentos. Agora, a Polícia Civil vai investigar para qual finalidade Hélcio Magalhães utilizou os documentos falsos e quantas vítimas teriam sido enganadas por ele. Assim como a origem dos objetos apreendidos e se outras pessoas estão envolvidas nesses crimes. O suspeito foi preso por falsidade ideológica, usurpação de função pública, uso de documentos falsos e venda ilegal de remédios e anabolizantes. A pena máxima pode chegar a 31 anos, segundo a delegada titular, Deborah Lazaro.