[[legacy_image_329855]] Um momento de brincadeira entre crianças acabou se tornando uma cena traumatizante para toda uma família que mora em Mongaguá, cidade do litoral de São Paulo. Enquanto duas crianças, de 8 e 10 anos, brincavam de biquíni em uma ‘ducha’ da piscina na última segunda-feira (22) no quintal da casa da avó, um homem desconhecido observava do lado de fora do portão e passou a se masturbar com a cena. (Veja em vídeo mais abaixo) A Tribuna conversou com a avó das crianças. Ela contou que chegou em casa à noite, e a neta de 10 anos disse que entrou na cozinha depois de brincar na piscina, e viu no monitor das câmeras de monitoramento o homem espiando pelo portão. A criança disse que quando chamou a irmã mais velha, de 16 anos, o estranho foi embora. "Cenas horrorosas". Essas foram as palavras que a mulher utilizou para descrever o que viu quando optou por assistir às imagens de monitoramento. “O homem passa de bicicleta olhando para as casas, e acho que o som das crianças brincando chamou a atenção dele. Ele fez o retorno em pé na bicicleta, já com a bermuda um pouco abaixada e o pênis à mostra”. “Ele desceu da bicicleta e ficou olhando por um vão, para enxergar as meninas no ‘chuveirão’ de biquíni, que fica bem próximo do portão. Ele ficou o tempo inteiro se masturbando. Quando passava um carro ou alguém na rua, ele disfarçava e dava uma volta de bicicleta, mas retornava para o mesmo local. Ele vai e volta umas quatro vezes”, relatou a mulher. O que surpreendeu a moradora de Mongaguá foi a naturalidade com que o homem cometeu o ato no meio da rua, em plena luz do dia. O caso aconteceu por volta das 13h50 no bairro Flórida Mirim. “Deu nojo, medo. Fiquei muito assustada. Ele não fez questão de esconder o pênis. Ele estava tão ‘tarado’ que nem reparou nas câmeras. Elas não são escondidas”. Foram cerca de 20 minutos que o homem permaneceu no portão. A família acredita que, caso a irmã mais velha não estivesse presente no local, ele poderia ter tentado fazer algo pior com as crianças. A avó contou que trancou as crianças em casa e irá trocar os portões. As netas voltarão para casa. “Ele deve ter mais ou menos 40 anos. Vê-lo sentir desejo por uma criança de 8 anos dá dor no coração de qualquer mãe e avó. Acaba despertando em nós os piores sentimentos. São tantas coisas que passam pela cabeça”, comentou a avó. DelegaciaNa terça-feira (23), um dia após o crime, a avó das meninas decidiu registrar um boletim de ocorrência e, segundo a mulher, um funcionário da Delegacia de Mongaguá -que não se identificou- recomendou retornar posteriormente com as imagens anexadas em um CD, porém alegou que o homem não seria preso. A Tribuna procurou a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) para um posicionamento sobre o caso, porém não obteve um retorno até a publicação desta matéria.