[[legacy_image_19129]] Uma jovem de 21 anos foi vítima de ato obsceno na última terça-feira (15), em Guarujá. O caso aconteceu com a estudante de direito Ysslam Hammoud, que presenciou um homem se masturbando enquanto ela aguardava o ônibus em um ponto na Avenida Leomil, na Vila Maia. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em entrevista para ATribuna.com.br, a vítima conta que, além de ter passado pela experiência traumática, ainda teve que lidar com o fato do homem ter sido liberado, pois apesar da vítima ter avaliado o crime como importunação sexual, a situação foi classificada como ato obsceno pelo delegado. Ysslam conta que, por volta das 9h40, o homem parou em uma bicicleta na frente dela e tirou o órgão genital para fora para se masturbar. Quando a estudante viu a situação começou a gritar. O ato assustou o indivíduo, que se retirou do local. Por conta dos gritos, pedestres foram acudir a estudante achando que ela tinha sido assaltada. Uma equipe da Polícia Militar, que passava pela região, abordou o rapaz por notar atitude suspeita, sem saber o que estava ocorrendo. Após o encontro com os policiais, Ysslam e o suspeito foram encaminhados para a Delegacia Sede de Guarujá. O caso foi registrado como ato obsceno pois, segundo a jovem, o homem alegou que apenas tirou a genitália para fora e não se masturbou. Porém, a estudante conta que se indignou ao ver que o homem saiu "impune", mesmo já tendo passagem por um crime semelhante. "Eu não tenho palavras pra tentar descrever como estou me sentindo. A única palavra que eu encontro é que eu me senti impotente, pois eu tive a sorte de ir para cima dele e dois policiais o enquadrarem logo em seguida. Com todos esses fatos, mesmo assim, o cara foi solto com a alegação de que foi ato obsceno. Aí eu fico pensando: o cara vai ter que fazer o que comigo ou com outras mulheres para ser preso? Por quê se o cara para no meio de uma avenida, mostra seu órgão genital, se masturba, confessa e é reincidente, e mesmo assim saiu pela mesma porta que eu, eu fico pensando: o que vale a liberdade das mulheres?", desabafa a estudante. A Reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública, que informou, em nota, que a jovem, de 21 anos, foi vítima de crime de ato obsceno, praticado por um homem, de 37 anos, na Avenida Leomil, Vila Maia, no Guarujá, por volta das 10h30 da última terça-feira (15). Após ouvir as partes na delegacia do município, a autoridade responsável, que tem autonomia para decidir de acordo com sua convicção jurídica, analisou os fatos, indícios postos à sua disposição e determinou o registro de um termo circunstanciado de ato obsceno. O procedimento será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).