Devanildo Luiz de Souza, de 43 anos, está desaparecido desde sábado (3), em Itariri, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo. O ajudante geral teve sua última aparição registrada pelas imagens do circuito de segurança no centro, em frente à ponte da cidade, quando apresentava um quadro de surto psicótico. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com vizinhos, Devanildo foi visto correndo e visivelmente desorientado pela região central. Em meio ao episódio, ele chegou a entrar em dois veículos estacionados, sendo retirado pelos proprietários, e posteriormente entrou em uma residência próxima. No local, o morador o expulsou, quando saiu e não foi mais visto. A irmã do homem, Cleide de Souza, relatou para A Tribuna que é a segunda vez que Devanildo apresenta um episódio de surto. No primeiro evento registrado pela família, ele havia retornado para casa no mesmo dia. “Ele sofreu um acidente de moto há muito tempo, e não tratou. O trauma deixou sequelas, às vezes ele tem um período de surto e sai. Já é a segunda vez, na primeira vez ele voltou no mesmo dia, mas agora já tá desde sábado sem voltar”, relatou a irmã. Devanildo foi visto pela última vez no centro de Itariri no sábado (3) (Arquivo pessoal) Sinais e desaparecimento Segundo o boletim de ocorrência registrado pela mãe e pela irmã do desaparecido, funcionários do sítio onde ele trabalha perceberam que o homem apresentava tremores intensos e vômitos no dia 1 de outubro. Na casa onde Devanildo mora sozinho, os familiares encontraram o imóvel com a porta aberta, a chave na fechadura e a torneira do banheiro ligada. A família informou no B.O que percorreram o pronto-socorro municipal para verificar se Devanildo havia dado entrada na unidade de saúde e deixaram contatos para notificação caso ele seja localizado. A família relata que há poucas investigações e, até o momento, não há pistas sobre o paradeiro “Comunicamos o estado dele e o desaparecimento à Polícia Civil, mas sentimos uma inércia no caso. Eles não estão se movimentando para fazer as buscas e investigações necessárias”, desabafou Cleide. A Tribuna procurou a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) e aguarda resposta.