[[legacy_image_290647]] O chapeiro Sérgio Luís Pereira, de 43 anos, que morreu afogado após pular de uma barca que fazia a travessia entre Vicente de Carvalho (Guarujá) e Santos, teria aceitado um desafio feito por outro passageiro da embarcação. A proposta era ganhar R\$ 50 caso pulasse no mar. De acordo com a Polícia Civil, a vítima teria entrado na barca e, durante o trajeto, ouvido um diálogo entre outro passageiro e um vendedor de balas. Aquele passageiro teria se recusado a comprar os doces do ambulante, mas fez uma proposta: se ele pulasse na água, ganharia R\$ 50. Uma testemunha que estava no local contou à polícia que o ambulante recusou a proposta, mas Sérgio, aceitou a aposta e se jogou no mar logo em seguida, já próximo ao ponto de atração em Santos. À Reportagem, a irmã de Sérgio, Ana Flávia, de 30 anos, conta que o irmão tinha problemas na visão e era dependente químico, mas naquela tarde teria saído ‘tranquilo’ de casa, no Pae Cará, em Vicente de Carvalho. Ela também ressalta que diversas testemunhas têm entrado em contato para falar sobre o ocorrido, inclusive, enviando vídeos. Ana Flávia ainda afirma que, apesar do problema com drogas que o irmão enfrentava, a necropsia não acusou que ele estaria sob efeito de substâncias químicas, apenas morte por afogamento. Sérgio, de acordo com a família, sempre foi uma pessoa amorosa e carinhosa. Sempre foi muito amado, apesar do seu vício em drogas. A família contesta a versão apresentada no boletim de ocorrência, já que não prestou depoimento sobre o caso. A irmã entende que a história está confusa e procura esclarecer, de fato, o que aconteceu com Sérgio. Em nota, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), responsável pela travessia de barcas, lamentou o ocorrido e disse que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A pasta ressalta que a "segurança dos usuários depende do respeito às orientações da tripulação e das equipes em terra".