Sabrina da Silva, de 42 anos, foi morta após um desentendimento com um vizinho no bairro Vila Edna, em Guarujá (Reprodução/Netto Santos e Reprodução/Redes Sociais) Mais de um mês após a morte de Sabrina da Silva, de 42 anos, a família da vítima ainda aguarda a prisão do homem acusado de cometer o crime. Francisco de Assis Lopes dos Santos, de 65 anos, foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio qualificado, mas permanece foragido desde o dia 27 de abril, quando teria atirado na cabeça da vizinha durante uma discussão envolvendo o abastecimento de água em Guarujá, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso aconteceu nas proximidades da Avenida Vereador Lydio Martins Corrêa e causou grande comoção na cidade. Segundo as investigações, o desentendimento teve início após o acusado supostamente interromper o fornecimento de água para a residência de Sabrina, favorecendo o imóvel ocupado por uma inquilina dele. De acordo com o boletim de ocorrência, uma testemunha relatou que ouviu uma discussão entre o marido da vítima e o suspeito por causa da falta de água na residência. Ainda segundo o relato, o homem teria fechado a mangueira que abastecia a casa de Sabrina. A testemunha afirmou que chegou a retirar a vítima do local para evitar uma situação mais grave. No entanto, Sabrina retornou pouco tempo depois para entregar a mangueira ao marido, que pretendia fazer um reparo. Momentos depois, a mulher ouviu a vítima gritar: "Pelo amor de Deus, não faz isso", seguida por três disparos de arma de fogo. Ao se aproximar, encontrou Sabrina caída no chão. Após o crime, o acusado fugiu de moto e não foi mais localizado pelas autoridades. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que Francisco de Assis Lopes dos Santos foi formalmente indiciado por homicídio qualificado. O caso já foi relatado e encaminhado ao Poder Judiciário, enquanto as buscas pelo suspeito continuam. Dor e busca por justiça A morte de Sabrina deixou marcas profundas na família. A vítima era mãe de três filhos e avó de três netos. Em entrevista à TV Tribuna, a mãe dela, Sueli da Silva, relembrou os últimos momentos ao lado da filha. Segundo ela, Sabrina estava há três dias sem água em casa e decidiu ir até o imóvel para tentar resolver o problema. Atendimento e morte Após os disparos, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para prestar socorro à vítima. Segundo a Prefeitura de Guarujá, Sabrina foi encontrada em estado grave e encaminhada ao Hospital Santo Amaro (HSA). A unidade informou que ela deu entrada já entubada, com um ferimento causado por arma de fogo na cabeça. A vítima passou por exames de imagem, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada no hospital. Enquanto a investigação segue em andamento, familiares e amigos continuam mobilizados para cobrar a captura do acusado e a responsabilização pelo crime.