Em carta, Valdik aponta traição como causa do crime (Reprodução) Antes de matar o vigilante Marcos César dos Santos, de 55 anos, agredir a esposa e, logo depois, tirar a própria vida, na manhã desta quinta-feira (13), Valdik Paiva Barreto, de 54, escreveu uma carta em que alega que estava sendo traído pela mulher, que trabalhava no mesmo local que o segurança. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme apurado por A Tribuna, vizinhos teriam ouvido gritos de “Não faz isso, pelo amor de Deus” pela manhã e, logo em seguida, se depararam com os dois corpos, que estavam em locais distintos. “Aqui termina a minha felicidade, por causa deste talarico safado e desta traidora”, escreveu o homem. Apesar da acusação, a esposa de Valdik, uma mulher de 48 anos, negou a traição. Como também apurado pela equipe de reportagem, familiares e amigos relataram que Waldik era um homem tranquilo, que não fazia uso de bebidas alcoólicas, drogas ou medicamentos antidepressivos. Mas, desde quarta-feira (12), ele estava com uma "conversa estranha". O homem, que estava aguardando para iniciar em um novo emprego, disse a um familiar que iria realizar uma viagem. Ele também teria alterado a foto de perfil de uma rede social e postado diversas imagens com a família, nas horas que antecederam o crime. Na carta encontrada no dia do crime, Valdik escreveu que sua felicidade havia terminado, pois sua esposa o estava traindo com Marcos, vigilante do Fórum de Cubatão, local onde a mulher também trabalha. Ele ainda escreveu que, desde que a esposa começou a trabalhar no local, só havia desavença e traição. Também alegou que pegou várias ligações e mensagens no celular e que a companheira teria mudado de comportamento com ele. “Anda toda arrumada quando vai trabalhar, me traindo com ele”, escreveu. Valdik finalizou a carta dizendo que a esposa o havia mandado sair de casa, “mas que chegou sua hora safado talarico. Ela vai pagar. Com ele, não me trai mais”. Cesar foi morto com um tiro na cabeça (Reprodução) Relembre De acordo com o boletim de ocorrência, o crime aconteceu às 6h50 desta quinta-feira, na esquina da Rua Padre Primo Maria Vieira com a Rua Santos. Durante a manhã, Valdik saiu de seu apartamento com uma espingarda calibre 28, entrou em seu carro e esperou em um ponto por onde a vítima passaria. Quando o vigilante passou, foi atingido pelo disparo na cabeça. Marcos chegou a ser socorrido e levado ao pronto-socorro de Cubatão, mas não resistiu e morreu na unidade de saúde. Logo depois, Valdik voltou para casa, agrediu sua esposa, de 48 anos, com coronhadas e se trancou em seu quarto, onde ficou por um certo período, ameaçando tirar a própria vida. Um familiar tentou detê-lo, sem êxito. O corpo do homem teve de ser removido por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Conforme apurado pela Polícia Civil, o homicídio foi motivado por ciúmes. Tanto a esposa de Valdik quanto Marcos trabalhavam no Fórum de Cubatão, e Valdik acreditava que existia um caso extraconjugal entre os dois. A suposta traição foi negada pela mulher em depoimento. A Polícia Civil também fez a apreensão de uma pistola que era carregada pelo vigilante. A arma estava carregada, mas, de acordo com o boletim de ocorrência, não há informações se ele conseguiu dispará-la. A perícia foi acionada para o local do crime. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia (DP) Sede de Cubatão, que prosseguirá com as investigações.