Brunno Prado Lobo da Silva está foragido; ele é o principal suspeito pelo feminicídio de Viviane de Jesus Bonfim em Itanhaém (Reprodução/ Polícia Civil e Reprodução) Brunno Prado Lobo da Silva, de 33 anos, é procurado pela Justiça por matar com golpes de taco de beisebol e um chute Viviane de Jesus Bonfim, de 44 anos, no bairro Gaivota, em Itanhaém, no litoral de São Paulo. O homem teve a prisão temporária decretada após confessar o crime para os pais e fugir. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O assassinato aconteceu na Rua Manaus, por volta das 2 horas de quinta-feira (16). Conforme apurado com a Polícia Civil, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade tomou conhecimento do caso e, durante buscas, policiais civis conseguiram imagens do local, que permitiram identificar o autor do crime. A equipe de investigação apurou que Viviane entrou em discussão com Brunno por volta da 1h30 de quinta-feira (16), em frente a uma adega do bairro Gaivota. Após a briga, Viviane teria ameaçado o homem e retornado ao local com seu cão pitbull, ordenando que atacasse Brunno. O homem, que também estava com seu cão, foi atacado pelo pitbull de Viviane e reagiu com seu cachorro. Depois disso, Viviane retornou para casa, e Brunno a seguiu segurando um taco de beisebol. Nessa hora, golpeou a mulher diversas vezes com o bastão e ainda deu um chute, deixando-a caída na calçada. Ao saber da morte de Viviane, Brunno confessou o crime aos seus pais e fugiu de Itanhaém. Diante das informações coletadas e das testemunhas ouvidas, a Polícia Civil determinou a instauração de inquérito e solicitou a prisão temporária do investigado. Quem tiver informações sobre o paradeiro de Brunno pode entrar em contato com a Polícia Militar (PM) através do telefone 190. -Veja o vídeo (1.510735) Defesa da vítima A advogada Mikaela Nakatsu, que representa a família de Viviane no caso, destacou que o crime em questão é "bárbaro, cruel e absolutamente revoltante, evidenciando uma violência inaceitável". “A pedido da família da vítima, informo que acompanharei de forma rigorosa o andamento das investigações, adotando todas as medidas necessárias para que haja a completa elucidação dos fatos e a responsabilização de todos os envolvidos”. A advogada diz que, além do autor, há informações de que outras pessoas presenciaram o crime e nada fizeram para ajudar a vítima. “Um desses indivíduos já foi identificado, e serão empreendidos todos os esforços para identificar os demais. A omissão também será devidamente apurada, pois não pode passar impune”. Registro policial A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência do caso. No registro consta que os guardas municipais de Itanhaém informaram que, por volta das 6h20, um pedestre que passava pela Rua Manaus se deparou com o corpo de uma mulher caído na calçada. Como o local é próximo de uma base da Guarda Civil Municipal (GCM), a pessoa comunicou o encontro do cadáver ao agente que estava na sede da corporação. Com isso, guardas foram até o lugar e acionaram a ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Eles também preservaram o local até a chegada da equipe de perícia técnica. A médica do Samu constatou a morte de Viviane e solicitou encaminhamento do cadáver ao Instituto Médico Legal (IML) para posterior classificação da causa da morte. Consta no BO que, apesar de a médica colocar na Guia de Encaminhamento de Cadáver que havia uma 'bolsa com pedras de crack' com a vítima, a equipe de perícia técnica não encontrou a substância. A Polícia Civil registrou o caso e requisitou exames necroscópico e toxicológico junto ao IML. A retirada do corpo ficou a cargo da funerária Osan. Investigação A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Civil investiga a morte de Viviane e que o corpo foi encaminhado ao IML. A pasta acrescentou que o caso foi registrado como homicídio no 2º Distrito Policial (DP) de Itanhaém.