Juliano (à esquerda) foi condenado pela morte de Guilherme (à direita) (Reprodução) Quase dois anos após matar um jovem durante uma festa de aniversário, o réu Juliano da Silva Santos, de 25 anos, foi condenado nesta terça-feira (13) a 20 anos de reclusão por homicídio, e mais 4 meses por lesão corporal. O crime aconteceu em Apiaí, cidade do Vale do Ribeira, no dia 25 de setembro de 2022. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Durante a festa de 18 anos de uma jovem, Juliano cravou um canivete no peito de Guilherme Caique Mattos Werneque do Amaral, de 21 anos, e também agrediu com a mesma arma outras três pessoas. Uma delas, a aniversariante, que foi atingida nas costas e teve graves lesões. O crime aconteceu dentro de um salão de festas na Rodovia Antônio Honório da Silva, no bairro Campininha. Quando os policiais militares (PMs), as vítimas já haviam sido socorridas, porém, Guilherme não resistiu e acabou morrendo. No local, informaram aos agentes que um jovem, por motivos banais, teria esfaqueado a vítima e fugido de carro. Durante a fuga, Juliano abandonou o veículo no final da rua e desapareceu em uma área de mata. Varreduras foram feitas, mas ele não foi encontrado e nem a arma do crime. Posteriormente, ele foi preso e apresentou o canivete. De acordo com o inquérito policial, a maioria das pessoas na festa (cerca de 30 pessoas) consumiram muita bebida alcoólica e possivelmente drogas. Guilherme flagrou Juliano com uma mulher dentro do banheiro masculino, o que resultou em uma briga entre os dois, com luta corporal. Ainda conforme o documento, Juliano sacou o canivete durante a briga e acertou um golpe no peito da vítima, o que provocou sua morte em instantes. Os convidados tentaram intervir, e dois deles foram feridos. Antes de fugir, o réu ainda teria dado dois golpes com a arma branca nas costas da aniversariante, enquanto ela tentava impedir sua fuga. O irmão do réu alegou à Polícia Civil que Juliano estava sendo agredido por diversas pessoas e agiu em legítima defesa. O promotor do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) Sidney Sydow escreveu na denúncia que, conforme as apurações, o criminoso se desentendeu com a vítima do homicídio durante o evento, acabando atingindo o jovem no peito de “forma certeira”. Na sequência, também acertou quem tentou lhe impedir de fugir. O Plenário do Júri, que terminou com a condenação de Juliano, teve participação do promotor Renan Mendes Rodrigues, que também reconheceu a prática de homicídio com as qualificadoras de motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. A defesa do réu afirmou que irá recorrer da decisão da Vara Única de Apiaí.