Thaís Rodrigues Rocha de Oliveira, de 34 anos, foi morta pelo marido, Pedro Ubiratan de Oliveira, de 40, que confessou o crime à polícia (Reprodução/ Redes sociais) Pedro Ubiratan de Oliveira, preso por matar a esposa Thaís Rodrigues Rocha de Oliveira, na madrugada de domingo (8), no bairro Caieiras, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, publicou vídeos nas redes sociais logo após cometer o crime. Nas gravações, ele pediu perdão à família e afirmou que desconfiava de uma suposta traição da vítima. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em um dos vídeos gravados dentro da residência do casal, Pedro aparece caminhando pelos cômodos enquanto fala sobre o crime. Em uma das imagens, o corpo de Thaís Rodrigues Rocha de Oliveira aparece caído no chão. -Veja o vídeo (1.504698) "Quero pedir perdão para minha família, para a família dela. Os que prestam, têm uns que não valem nada. Devia ter orientado ela, porque alguém sabia (da suposta traição). Chifre eu ia aguentar, agora pegar e me passar por louco, drogado, falar que é coisa da minha cabeça?”, afirmou. Durante as gravações, Pedro disse ainda que suspeitava de uma traição há mais de oito anos e alegou que a esposa e pessoas próximas negavam as acusações. Publicações e mensagens De acordo com o boletim de ocorrência, Pedro afirmou aos policiais que chegou a publicar os vídeos no Facebook, mostrando imagens da casa após o crime. Ele também teria divulgado fotos íntimas da vítima na rede social. Familiares relataram à polícia que receberam mensagens enviadas por Pedro informando sobre o assassinato. Segundo a irmã dele, por volta das 4 horas da madrugada, ela recebeu uma ligação da nora perguntando se iria trabalhar naquele dia para poder ficar com a neta. Pouco depois, o próprio Pedro ligou para a irmã e disse que havia matado Thaís. Em seguida, ele também enviou uma mensagem pelo WhatsApp confirmando o crime. Corpo encontrado pela família Sem acreditar no que havia acontecido, a irmã de Pedro tentou ligar para Thaís, mas quem atendeu foi o próprio irmão. Após as mensagens, a irmã e a nora foram até a residência do casal. Elas começaram a gritar no portão, pedindo que alguém abrisse, mas não obtiveram resposta. Um vizinho, então, arrombou a casa. Ao entrarem no imóvel, encontraram Thaís caída na sala, em meio a uma poça de sangue. Segundo o depoimento da irmã, Pedro já não estava mais no local e não informou para onde havia ido. Ligações antes do crime A nora de Pedro também prestou depoimento à polícia. Ela contou que, na noite anterior ao crime, estava em uma festa com o marido quando recebeu uma ligação de Pedro convidando o casal para ir a outro evento. Segundo a testemunha, Pedro e Thaís estavam juntos e rindo durante a chamada. Na ocasião, ele comentou que procuraria tratamento para uso de drogas na segunda-feira (9). Ainda conforme o depoimento, o casal havia deixado as três filhas na casa da avó para tentar se reconciliar. Já por volta das 4 horas, enquanto a testemunha e o marido voltavam da festa, o celular do homem tocou novamente. A ligação aparecia como sendo de Thaís, mas quem falava era Pedro, pedindo que o sobrinho fosse até a casa. Mais tarde, ao verificar o celular do marido, a mulher encontrou quatro mensagens enviadas do telefone da vítima, que teriam sido escritas por Pedro. Em uma delas, ele afirmava: “Matei ela”. Prisão Após ser localizado, Pedro foi conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande. O delegado decretou a prisão em flagrante pelo crime de feminicídio. De acordo com a autoridade policial, os elementos reunidos, incluindo os relatos dos policiais, das testemunhas, a confissão de Pedro e o corpo da vítima, indicam a prática do crime conforme o Código Penal. A polícia também representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, citando a gravidade do caso e a necessidade de garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal. A perícia foi requisitada para o local do crime, e um inquérito policial foi instaurado. Durante a ocorrência, foram apreendidos dois celulares da marca Xiaomi Redmi, um pertencente à vítima e outro ao investigado.