O celular foi achado escondido na pia de um banheiro em prédio comercial no bairro Aparecida, em Santos (Reprodução/ Polícia Civil e Divulgação/ Prefeitura de Santos) O homem de 21 anos investigado por esconder um celular para gravar mulheres em um banheiro feminino de prédio comercial no bairro Aparecida, em Santos, no litoral de São Paulo, já havia sido alvo de investigação pelo mesmo tipo de crime. Em 2024, ele foi denunciado por deixar um aparelho escondido no banheiro feminino de uma rede de fast-food da cidade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nas duas ocorrências, o investigado prestou depoimento e foi liberado, já que o crime de registro não autorizado da intimidade sexual prevê pena de seis meses a um ano de prisão, além de multa, o que, em regra, não autoriza a prisão em flagrante quando não estão presentes outros requisitos legais. As informações são do g1 Santos e Região. O caso mais recente começou a ser investigado após duas mulheres encontrarem um celular escondido embaixo da pia do banheiro feminino adaptado para pessoas com deficiência (PCD) de um prédio comercial, no bairro Aparecida. O aparelho estava posicionado com a câmera voltada para o vaso sanitário. Conforme mostrou A Tribuna, imagens do circuito interno de monitoramento registraram o momento em que o homem entra no banheiro antes de o celular ser encontrado. Durante depoimento, ele reconheceu ser a pessoa que aparece nas gravações e confirmou que entrou no sanitário. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem alegou que não sabia que o sanitário era destinado exclusivamente ao público feminino e afirmou acreditar que se tratava de um banheiro para PCD de uso comum, que costumava usar. Lapsos de memória No depoimento, o homem também reconheceu ser o proprietário do celular encontrado no banheiro, mas afirmou não se lembrar de como o aparelho foi parar no local. Segundo declarou, faz tratamento psiquiátrico e psicológico e utiliza medicamentos que, de acordo com seu relato, podem provocar lapsos de memória e episódios de amnésia parcial. Tratamento psiquiátrico O homem afirmou à Polícia Civil que faz acompanhamento psicológico e psiquiátrico devido a um comportamento voyeurístico – caracterizado pela obtenção de prazer sexual ao observar pessoas em situações íntimas. Segundo o relato, ele consumiu pornografia excessivamente durante anos e, atualmente, sente atração ao observar a intimidade de terceiros. O investigado afirmou ainda que tenta controlar esses impulsos por meio de tratamento especializado. Investigação continua Na terça-feira (14), policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão no prédio comercial e na residência do investigado. Foram apreendidos um celular, um computador, um notebook e quatro simulacros de armas de airsoft, encaminhados para perícia. A Polícia Civil recolheu aparelhos eletrônicos e simulacros de armas de fogo do tipo airsoft (Divulgação/ Polícia Civil) Agora, a Polícia Civil busca esclarecer se as gravações eram destinadas exclusivamente à satisfação pessoal do investigado ou se o material era comercializado em sites de pornografia.