Thalys Feitosa, de 19 anos (esq.), está preso após dar facadas na ex-companheira, em São Vicente (Reprodução) Thalys Feitosa da Silva, de 19 anos, preso no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, por descumprir medida protetiva após dar 13 facadas na ex-companheira, também de 19, já havia agredido a jovem anteriormente com um soco no rosto, deixando-a com um olho roxo. Além disso, ele a perseguia constantemente e fazia ameaças de morte frequentes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Thalys foi preso na tarde desta segunda-feira (11). A mulher, após ser atacada com 13 facadas por ele em outubro do ano passado em São Vicente, conseguiu medida protetiva contra o ex-parceiro. Porém, na madrugada da terça-feira da semana passada (5), Thalys invadiu a casa da jovem e a ameaçou de morte caso não retirasse as ordens judiciais impostas contra ele. A mulher se recusou e jogou água quente no corpo do ex-companheiro para se defender. Desde então, o homem estava foragido. Agressivo e ciumento Conforme apurado por A Tribuna, a jovem manteve relacionamento com Thalys entre agosto e outubro do ano passado. No início, ele não demonstrava comportamento agressivo, mas era extremamente ciumento e, aos poucos, passou a ter atitudes violentas. Durante a relação, em um dos episódios de agressão, Thalys teria ingerido bebida alcoólica e ido de moto até a casa da jovem. Durante discussão, ele desferiu um soco no rosto da mulher, deixando-a com olho roxo. Por causa disso, ela precisou trabalhar durante uma semana usando maquiagem para esconder as marcas da agressão. Segundo apuração da reportagem, Thalys acreditava que a jovem estivesse se relacionando com outra pessoa. Em 22 de outubro de 2025, ele atacou a ex-parceira com 13 facadas dentro da residência dela, em São Vicente. Após o ataque, a jovem solicitou medida protetiva de urgência. Mesmo assim, Thalys a ameaçava constantemente de morte, afirmando que só pararia após matá-la. As ameaças eram feitas por mensagens de celular. Mesmo bloqueado, Thalys continuava entrando em contato com amigos e familiares da mulher para intimidá-la. Com medo, a jovem chegou a fugir e se mudar para outra cidade. Thalys exigia que a ex-companheira retirasse a ordem judicial, alegando que não conseguia ver o filho que teve com outra mulher. Em uma das ameaças, afirmou que iria matá-la no trabalho. Investigação Conforme apurado por A Tribuna, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente instaurou inquérito policial para investigar o descumprimento da medida protetiva de urgência. A investigação começou após a jovem denunciar que Thalys voltou a persegui-la e ameaçá-la, mesmo proibido judicialmente de se aproximar dela. Segundo o relato da ex-companheira, o relacionamento entre os dois durou cerca de dois meses, mas terminou de forma extremamente violenta. Após ela decidir encerrar a relação, Thalys teria reagido com agressões graves, incluindo o ataque com 13 facadas, fato que motivou o pedido e a concessão da medida protetiva. Thalys, que foi preso e segue internado em hospital de Praia Grande, ameaçava a ex-companheira de morte através de mensagens, exigindo que retirasse as ordens judiciais contra ele (Reprodução) Invasão e confusão Na terça-feira passada (5), a jovem chegou em casa, em São Vicente, por volta da meia-noite, e colocou água para esquentar porque o chuveiro estava com defeito. Pouco depois, percebeu que Thalys havia entrado no quintal com uma motocicleta, aproveitando-se de problema na fechadura do portão. Segundo a mulher, o ex-companheiro estava extremamente alterado, apontava o dedo em seu rosto e dizia que ela havia destruído sua vida. Ele também exigia a retirada da medida protetiva. A jovem relatou que tentou manter a calma por medo de sofrer uma nova agressão, lembrando do ataque a facadas ocorrido em outubro. Durante a discussão, Thalys teria empurrado a jovem e continuado as ameaças e ofensas. Temendo pela própria vida, a ex-companheira fingiu colaborar para conseguir escapar da situação. Em determinado momento, pediu que Thalys pegasse um objeto no chão e, quando ele se abaixou, jogou água quente sobre ele para fugir. A mulher correu para a rua, onde encontrou a irmã, que já havia sido avisada por mensagem e acionado a Polícia Militar (PM). Thalys sofreu queimaduras e foi internado, mas, mesmo hospitalizado, continuou enviando mensagens ameaçando a ex-companheira, afirmando que a mataria quando se recuperasse. Segundo apuração de A Tribuna, Thalys possui antecedentes relacionados à ex-parceira. A autoridade policial destacou o histórico de violência extrema e o comportamento reiterado de desrespeito às ordens judiciais. Foram anexados ao inquérito prints de mensagens, imagens do investigado entrando na residência da ex e transcrições de áudios com ameaças e xingamentos. A Polícia Civil concluiu haver elementos suficientes para caracterizar o descumprimento da medida protetiva e informou que representou pela prisão preventiva de Thalys, diante da gravidade dos fatos, da reincidência das condutas e do temor manifestado pela ex-companheira em relação à própria segurança. Prisão O pedido de prisão foi aceito e Thalys passou a ser procurado pela Justiça. A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência da prisão, no qual consta que policiais civis tomaram conhecimento da existência do mandado de prisão em aberto. Com base em informações sobre o possível paradeiro de Thalys, a equipe foi até o Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, onde ele permanecerá internado por determinação médica, sob escolta policial.