[[legacy_image_287076]] O homem que ameaçou com uma arma um motoboy, em maio deste ano, após o entregador cobrar por um pedido feito pelo iFood, no bairro Marapé, em Santos, foi indiciado nesta segunda-feira (7) por ameaça e porte ilegal de arma de fogo. Em entrevista para A Tribuna na época, o entregador contou que fez a entrega do pedido em um dia, mas o pagamento, que tinha sido efetuado pelo aplicativo iFood, foi cancelado pelo cliente. Ele então voltou no dia seguinte para cobrar o recebimento, mas foi ameaçado. No histórico do iFood, é possível ver que o pedido foi feito às 23h39 e despachado às 23h54. Mas o aplicativo registrou a conclusão somente às 4h29. E às 4h40 o pedido foi cancelado e o pagamento devolvido. O motivo: “pedido não foi entregue”. “Eu entreguei para ele à 0h03”. [[legacy_image_287077]] Vendo que o cliente estava armado com uma pistola, ele gravou a ação. Nas imagens, é possível ver os dois já discutindo em frente ao prédio e o homem com uma pistola na mão. Quando ele percebe que está sendo gravado, guarda a arma e pega o celular. (Veja no vídeo mais abaixo). De acordo com a Polícia Civil, logo depois do registro do caso, em cumprimento de um mandado de busca e apreensão, os policiais encontraram um simulacro (arma falsa) que o suspeito informou ter sido a arma usada na ocorrência. No entanto, a polícia disse que o simulacro apresentado pelo homem não possui as mesmas características da arma que aparece nas imagens gravadas pelo motoboy. Ainda segundo a polícia, em depoimento, o homem acusado informou que no dia dos fatos o entregador interfonou em seu apartamento já o xingando e o acusando de ter cancelado o pedido e que por pressão psicológica resolveu descer. Ele alega ainda que só levou a arma falsa após notar a presença de outros dois motoboys. Ele confirma que tirou a arma da cintura, mas nega ter apontado para a vítima. Também em depoimento, ele confirmou que teve licença como CAC (colecionador, atirador e caçador) e tinha uma arma de calibre da 380 da marca Taurus, mas que ela havia sido extraviada há mais de dez anos. No entanto, ele não apresentou nenhum registro que comprovasse isso. Além disso, o suspeito alegou ter depressão, síndrome do pânico, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e fazia uso de medicamentos para isto. Diante disto, ele foi indiciado pelos crimes de ameaça e porte ilegal de erma de fogo. Agora ao caso fica sob responsabilidade da Justiça. A Reportagem entrou em contato com o Exército Brasileiro para confirmar se ele teve registro de CAC, mas até a publicação não teve retorno.