Menino Gael, de apenas 3 anos, deu entrada em estado gravíssimo no Hospital Geral de Pedreira, na zona sul paulistana (Reprodução Redes Sociais/Arquivo Pessoal) A Polícia Civil capturou, na tarde de quarta-feira (24), em Guarujá, no litoral de São Paulo, Anderson Cleiton da Silva Ferreira, de 25 anos, investigado em um dos casos de maior repercussão registrados neste ano na Capital. Ele é apontado nas investigações sobre a morte de Gael de Freitas Nunes, uma criança de apenas 3 anos que deu entrada em estado gravíssimo no Hospital Geral de Pedreira, na zona sul paulistana, apresentando diversos sinais de violência. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Após deixar São Paulo, Anderson passou a ser procurado pela Justiça. O mandado de prisão preventiva foi expedido durante as investigações conduzidas pelo 98º Distrito Policial (DP) da Capital, responsável por apurar o caso, inicialmente registrado como maus-tratos com resultado morte. Segundo o boletim de ocorrência, investigadores da Delegacia Sede de Guarujá receberam informações de que o procurado estaria escondido em um barraco localizado em um beco da comunidade conhecida como Favela do Caranguejo, no bairro Cachoeira. A partir de levantamentos e diligências, os policiais localizaram o suspeito no interior do imóvel e efetuaram a captura. A abordagem ocorreu sem resistência. Conforme o registro policial, Anderson foi encaminhado para exame cautelar de corpo de delito e, posteriormente, apresentado à Delegacia Sede de Guarujá para os procedimentos de polícia judiciária. Na unidade policial, foi confirmada a existência de um mandado de prisão preventiva em aberto contra ele. O documento judicial foi expedido pelo 1º Tribunal do Júri do Foro Criminal Central de São Paulo, em investigação relacionada ao artigo 121, parágrafo 2º, do Código Penal, que trata do crime de homicídio qualificado. Após os procedimentos de praxe, o investigado foi encaminhado à Cadeia Pública de Guarujá, onde permanece à disposição da Justiça. Entenda o caso O menino Gael morreu por asfixia após ser agredido no dia 10 de maio em um apartamento na Bela Vista, região central de São Paulo. A tia-avó foi quem encontrou a criança caída no chão da cozinha, já desacordado. Ele foi levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Laudo necroscópico aponta sinais de maus-tratos. Também diz que Gael teve o nariz e a boca tapados e o pescoço apertado. Ele sofreu traumatismo craniano e fratura no crânio, de acordo com os médicos. Audiência de custódia Na manhã desta quinta-feira (25), Anderson passou por audiência de custódia realizada pela Vara Regional das Garantias da 7ª Região Administrativa Judiciária, em Santos. Durante a sessão, o juiz Evandro Renato Pereira considerou que a prisão estava formalmente regular e determinou o encaminhamento do preso ao juízo responsável pela expedição do mandado. De acordo com a decisão, o investigado informou não ter reclamações sobre a abordagem policial ou sobre as circunstâncias da prisão. Com isso, a custódia foi mantida e o caso seguirá sob análise da Justiça responsável pela investigação. A prisão foi oficialmente comunicada ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nesta quinta-feira (25), após o cumprimento do mandado expedido em abril deste ano.