Assassinato de Marcos foi registrado no 1º DP de Guarujá (Redes sociais/Arquivo AT) Marcos Paulo Lucas Leite, de 44 anos, assassinado em Guarujá, Litoral de São Paulo, no último sábado (15), pelo atual companheiro de sua ex-mulher na frente do filho de 8 anos, segundo investigações da Polícia Civil, não devia qualquer pensão. Nem existia uma pensão determinada pela Justiça ainda, de acordo com a família. Eles teriam ido à casa da vítima cobrar este suposto pagamento. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! "Eles se separaram há cerca de cinco anos, e desde então os filhos moravam com ele (Marcos). Agora, em maio, ela resolveu levar as crianças (um menino de 8 e uma menina de 7 anos) no Dia das Mães, e não os devolveu mais. E aí decidiu pedir uma pensão, mas o juiz ainda não havia determinado nada", explica a irmã mais nova da vítima, Marjorie Luisa Lucas Leite, de 29 anos. Segundo ela, a ex-companheira abandonou a casa, deixou as crianças e só falava por telefone. Marcos Paulo criava os dois sozinho, mas com o apoio da família. "Ele até precisou abandonar o emprego por um tempo e se dedicava integralmente a elas. O menino é autista e todos ajudamos para garantir que ele também tivesse tratamento e acompanhamento", diz Marjorie. A família se vê inconformada, uma vez que o suspeito chegou a enviar áudios para uma tia da vítima, avisando que "iria resolver tudo, e que agora quem vai ficar de frente com ele sou eu". E lamenta que, apesar de ele ter fugido com a mãe e as crianças depois do crime, tenha sido expedido apenas pedido de prisão para ele. Trabalho Marcos havia voltado ao trabalho há algumas semanas, e inclusive já havia até concordado em pagar uma pensão às crianças, "mas estávamos esperando o juiz determinar", diz a irmã. Crime Marjorie disse que o suspeito, a ex-mulher de Marcos e as crianças chegaram juntos. Depois de atirar várias vezes em seu irmão, ela diz que o menino, que assistiu ao crime, gritava sem parar "você matou meu pai, você matou meu pai", e teme pelo trauma causado no menor. Ela diz que toda a vizinhança conhece a família. "Todos sabem como Marcos sempre se desdobrou para cuidar bem dos filhos", relata. "Queremos justiça. E nós, a família, pretendemos deixar as crianças conosco, obter a guarda. Elas sempre foram muito bem cuidadas por toda a família além de Marcos, e queremos seguir cuidando delas, também por ele", diz Marjorie. Relembre o caso Marcos Paulo foi morto na tarde de sábado (15), na Rua Doutor José Foster Júnior, na Vila Santa Rosa, em Guarujá. Segundo apurado junto à Polícia Civil, a vítima foi atingida no tórax por um tiro disparado de arma de fogo, dado pelo atual marido da ex-mulher. O casal teria ido até o local para cobrar uma pensão. Após o crime, os dois fugiram e, até o momento, não foram localizados. O crime foi presenciado pelo filho da vítima, que tem 8 anos e é autista. Uma vizinha e proprietária da casa onde ele morava contou aos policiais que ouviu a discussão dele com a ex. Logo depois, o menino teria ido até o portão para chamar o padrasto, que já entrou pelo quintal com uma arma na mão. O homem foi pela porta da cozinha, enquanto Marcos saiu pela sala. O acusado fez alguns disparos que não atingiram a vítima, que logo depois pegou uma cadeira para se proteger, mas, em seguida, foi atingida por vários outros tiros. Marcos ainda conseguiu andar até uma oficina que existe no mesmo quintal, mas caiu logo depois. Eles fugiram do local com as crianças, e ainda não foram localizados. Um mandado de prisão foi expedido para o assassino.