[[legacy_image_265478]] O comerciante Osil Vicente Guedes, de 49 anos, que morreu após ser espancado em Guarujá, litoral de São Paulo, alertou familiares de que estava sendo perseguido pouco antes de sofrer as agressões. A família não acredita na versão de que ele tenha sido confundido com um ladrão. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A Reportagem de A Tribuna teve acesso a áudios enviados por Osil a um grupo de familiares, um dia antes do espancamento, que aconteceu na última quarta (3), entre a Avenida Oswaldo Cruz e a Rua Tambaú, no distrito de Vicente de Carvalho. Nas mensagens, o comerciante conversa com um familiar sobre o que estava acontecendo, e afirma que a ex-companheira tinha contratado criminosos para espancá-lo. Os nomes dos citados foram preservados por segurança. "Tu acredita muito na conversa de ... (Ex-companheira), né? Ela te contou que ela chamou três traficantes pra me espancar? O cunhado dela e mais dois bandidos perigosos? Ela te contou isso? Não te contou, né? Só que isso não vai ficar assim", disse Osil, um dia antes do espancamento. (Ouça abaixo) [[legacy_youtube_BN-AF_XxDtE]] A Prefeitura de Guarujá confirmou, em nota, que Osil deu entrada na UPA no dia 2, um antes de sofrer o linchamento. Na data dos áudios, terça-feira (2), o comerciante deu entrada na UPA Vicente de Carvalho, depois de, supostamente, já ter sido agredido, sem saber se pelos mesmos criminosos do espancamento do dia seguinte. Conforme apurado por A Tribuna, Osil teria ficado com uma lesão no nariz e teve a moto danificada pelos agressores. Por essa razão, no dia seguinte, ele pegou outra moto emprestada com um amigo - a qual foi descrita por um homem, em vídeo, como sendo roubada. Entrada na UPAA Prefeitura de Guarujá confirmou, em nota, que Osil deu entrada na UPA no dia 2, um antes de sofrer o linchamento. Entretanto, segundo o município, "consta que ele apenas fez a ficha na recepção, ou seja, não deu continuidade no atendimento". A Polícia Civil segue com as investigações. O caso foi registrado pelo 2º DP de Guarujá.