Tenente Pimentel (à esquerda) sofreu um atentando em São Paulo, quando estava à paisana; um dos homens associados ao crime, conhecido como "Galego", foi morto em confronto com a Rota em Peruíbe (Reprodução/ Instagram e Reprodução/ Polícia Civil) Elenilson Misael da Silva, conhecido como "Galego", de 47 anos, apontado como integrante de uma organização criminosa e com suposta participação no atentado contra o policial da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tenente Ronickson Pimentel dos Santos, foi morto por policiais da corporação na noite desta quinta-feira (2) no bairro Ribamar, em Peruíbe, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O policial que foi vítima do atentado é irmão de Eloá Pimentel, assassinada pelo ex-namorado em 2008, após se recusar a reatar o relacionamento (entenda mais abaixo). Galego foi morto na Rua Cuiabá, por volta das 23 horas. A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil. Segundo o documento, policiais da Rota informaram que realizavam buscas para localizar Galego, apontado como integrante de uma organização criminosa e suspeito de participação no atentado contra o tenente Pimentel. A corporação havia recebido a informação de que Galego estaria em um veículo General Motors Montana, de cor prata. Durante as buscas, a equipe identificou um automóvel com as características repassadas. De acordo com o boletim de ocorrência, ao notar a presença dos policiais, o motorista fugiu, dando início a uma perseguição que terminou na Rua Cuiabá. Ainda conforme o registro policial, durante a tentativa de abordagem, houve confronto. Na sequência, Galego foi desarmado e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. Perícia e exames A autoridade policial tomou ciência dos fatos e determinou as providências de polícia judiciária cabíveis. Em atendimento à determinação, a equipe de plantão da delegacia de Peruíbe foi até o local da ocorrência, onde realizou os levantamentos preliminares necessários para o esclarecimento dos fatos. Também foram providenciadas imagens do lugar e constatada a presença de estojos de munição vazios sobre o solo, ao lado do veículo. Os policiais civis ainda observaram que, em uma das residências próximas ao local da ocorrência, havia uma câmera de monitoramento instalada. No entanto, não encontraram o morador do imóvel para verificar a existência de gravações, o que deverá ser alvo de diligências posteriores. A equipe da Perícia Técnico-Científica do Instituto de Criminalística (IC) de Itanhaém também foi acionada para a realização dos exames periciais no local e dos exames residuográficos nos envolvidos. Além disso, foi solicitada perícia ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização do exame necroscópico e dos demais exames de praxe. Na delegacia, foram ouvidos os policiais militares responsáveis pela apresentação da ocorrência. Os depoimentos foram colhidos e os armamentos, munições e o veículo utilizado por Galego foram apreendidos para a continuidade das investigações. O caso, que deverá ser investigado pela Polícia Civil da Baixada Santista, foi registrado como homicídio, morte decorrente de intervenção policial, porte ilegal de arma de fogo e apreensão de veículo. Atentado contra policial da Rota O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na cabeça em 27 de junho, na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O policial estava à paisana e parado em uma motocicleta no semáforo quando dois homens se aproximaram e efetuaram os disparos. Em seguida, a dupla fugiu e a vítima foi socorrida. Até a publicação desta matéria, Pimentel permanecia internado em estado grave, seguindo com boa resposta às medidas terapêuticas e com evolução dentro do esperado para o seu contexto, de acordo com informações da Polícia Militar (PM). Irmão de Eloá Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, assassinada aos 15 anos pelo ex-namorado, Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008. A adolescente foi mantida em cárcere privado por cerca de 100 horas. O caso teve repercussão nacional por ter sido acompanhado em tempo real por emissoras de televisão.