[[legacy_image_269148]] Um homem, de 31 anos, está desaparecido desde a madrugada da última sexta-feira (19) em Mongaguá, no litoral sul de São Paulo . O sumiço de Lucas da Silva Custódio aconteceu após ele ter sido vítima de tiros enquanto estava em uma adega na Rua Francisco de Moraes, no Jardim Praia Grande. Testemunha afirma que o autor teria acusado a vítima de tráfico de crianças. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A Polícia Civil começou a investigar o caso após o pai da vítima ter relatado que Lucas da Silva Custódio havia levado dois tiros, sendo um nas costas e um na cabeça. Segundo o boletim de ocorrência, o pai da vítima foi até o local dos fatos à procura de seu filho e teria encontrado manchas de sangue pela rua, além de um buraco de tiro na parede da adega. Uma testemunha prestou depoimento afirmando que estava sentada no outro lado da rua, em frente à adega, "fumando um baseado" com sua amiga e outro rapaz. Neste momento, um homem apelidado de “Negão” chegou armado, com três coletes à prova de balas e um pitbull para comprar cerveja e foi embora. O suspeito teria retornado após meia-hora para a adega em uma bicicleta elétrica, quando sacou uma arma e deu um tiro na direção de um homem de 32 anos, mas não acertou e o mesmo conseguiu fugir. Após presenciar a cena, a testemunha contou que saiu correndo e encontrou Lucas, que também estava perto da adega. Todos fugiram e, posteriormente, voltaram para o local. O suspeito continuava lá, mostrando fotos e vídeos do seu celular para um outro envolvido, alegando que Lucas estaria praticando o crime de tráfico de crianças e que teria vendido seu próprio filho. Por isso, "Negão" disse que iria mataria o rapaz. Passados cerca de vinte minutos, a testemunha explicou que o suspeito chamou Lucas para conversar e, no momento em que o homem iria embora e virou de costas, "Negão" deu deu dois tiros, na cabeça e nas costas da vítima. Lucas teria saído correndo e entrando no meio do mato. O autor dos disparos pegou a bicicleta elétrica e foi atrás da vítima. A testemunha diz ter ouvido cerca de dois tiros. Outras pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil. O caso foi registrado como desaparecimento de pessoa a princípio não criminal e disparo de arma de fogo. O 1º Distrito Policial (DP) de Mongaguá investiga os fatos.