[[legacy_image_344755]] O quarto suspeito dematar o policial civil Marcelo Gonçalves Cassola foi preso na tarde deste domingo (24) na Rua Acácia dos Santos Pereira, no Jardim Nova República, em Cubatão. Alexsander dos Santos, de 28 anos, conhecido como Caixa, foi abordado por policiais militares (PMs) da Força Tática e deu nome falso para tentar despistar os agentes. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme o boletim de ocorrência, os PMs estavam em patrulhamento quando viram o homem vindo em direção à viatura. Assim que viu os agentes, o suspeito começou a gesticular, mudou de direção e acelerou o passo. Ele tentou se esconder em uma aglomeração de pessoas que estava à frente, mas foi abordado pelos policiais. Questionado pela equipe, Caixa disse que estava sem documentos e forneceu nome, data de nascimento e nomes dos pais. No entanto, em pesquisas na base de dados da polícia e por divergências fotográficas, os PMs constaram que o suspeito tinha informado o nome falso. Após uma nova pesquisa, os agentes constaram que se tratava de Alexandre dos Santos e que ele tinha um mandado de prisão temporário em seu nome, expedido em 19 de setembro de 2022. Caixa foi legado para a Delegacia Sede de Cubatão, onde permanece sob custódia, à disposição da Justiça. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) também foi informada sobre a prisão de Alexsander. O caso foi registrado como captura de procurado e, posteriormente, encaminhado para o 2º Distrito Policial (DP) de Cubatão. Outros envolvidosMais três homens foram presos acusados de fuzilar o policial civil Marcelo Gonçalves Cassola, de 49 anos, em Santos. A primeira prisão aconteceu no dia 24 de agosto de 2022. O suspeito foi encontrado com dois cartões bancários do policial e tentou realizar compras com eles. A segunda prisão ocorreu no dia 20 de outubro de 2022. O suspeito foi preso no Morro Santa Maria, em Santos, durante cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão. O terceiro homem preso era membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e conhecido como D. A prisão aconteceu no dia 14 de novembro no Morro do Pacheco. O crimeO corpo de Marcelo Gonçalves Cassola, de 49 anos, foi encontrado abandonado em uma ciclovia na Caneleira, em Santos, na noite de 22 de agosto de 2022. Ele teria sido executado com mais de 40 tiros. Cassola era o chefe dos papiloscopistas — profissionais que identificam pessoas por elementos como as impressões digitais — no Palácio da Polícia, sede da corporação na Baixada Santista e no Vale do Ribeira. Conforme boletim de ocorrência, o corpo foi localizado na Avenida Francisco Ferreira Canto, por volta das 21h30. Policiais militares patrulhavam a área quando encontraram a vítima no chão. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte. A Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) informou que peritos recolheram estojos de munições deflagradas no local do crime. Foi apurado que Cassola levou 40 tiros de pistola 9 mm e quatro de fuzil. O caso foi registrado pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos.