Brunno Prado Lobo da Silva, de 33 anos, foi preso na noite de terça-feira (21) e encaminhado à Cadeia Pública de Peruíbe por matar mulher com taco de beisebol (Reprodução e Polícia Civil/ Divulgação) Foragido por assassinar Viviane de Jesus Bonfim, de 44 anos, usando um taco de beisebol, Brunno Prado Lobo da Silva, de 33 anos, foi preso na noite de terça-feira (21) por policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém, no litoral de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Peruíbe, onde ficará à disposição da Justiça. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O crime ocorreu na madrugada de quinta-feira (16), por volta das 2h, na Rua Manaus, no bairro Gaivota, em Itanhaém. Momentos antes, Viviane e Brunno haviam tido uma discussão em frente a uma adega. Após a briga, Viviane teria ameaçado Brunno e retornado ao local com seu cão pitbull, ordenando que o atacasse. Após reagir usando seu próprio cachorro, o homem seguiu a mulher, que retornava para casa. Ele segurava um taco de beisebol na hora. Em seguida, golpeou Viviane diversas vezes e ainda a atingiu com um chute, deixando-a caída na calçada. A ação foi registrada por câmeras de monitoramento. Conforme noticiado por A Tribuna, ao saber da morte de Viviane, Brunno confessou o crime aos pais e fugiu. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o caso é investigado como homicídio qualificado, tendo sido registrado no 2º Distrito Policial (DP) de Itanhaém. -Veja o vídeo (1.510735) Defesa da vítima A advogada Mikaela Nakatsu, que representa a família de Viviane no caso, destacou que o crime em questão é "bárbaro, cruel e absolutamente revoltante, evidenciando uma violência inaceitável". “A pedido da família da vítima, informo que acompanharei de forma rigorosa o andamento das investigações, adotando todas as medidas necessárias para que haja a completa elucidação dos fatos e a responsabilização de todos os envolvidos”. A advogada diz que, além de Brunno, há informações de que outras pessoas presenciaram o crime e nada fizeram para ajudar Viviane. “Um desses indivíduos já foi identificado, e serão empreendidos todos os esforços para identificar os demais. A omissão também será devidamente apurada, pois não pode passar impune”. A Tribuna não localizou a defesa de Brunno, mas o espaço segue aberto para manifestação. Viviane de Jesus Bonfim, de 44 anos, foi morta após discussão que ocorreu em frente a uma adega no bairro Gaivota, em Itanhaém (Reprodução/ Redes sociais e Polícia Civil/ Divulgação) Registro policial A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência do caso. No registro consta que os guardas municipais de Itanhaém informaram que, por volta das 6h20, um pedestre que passava pela Rua Manaus se deparou com o corpo de uma mulher caído na calçada. Como o local é próximo de uma base da Guarda Civil Municipal (GCM), a pessoa comunicou o encontro do cadáver ao agente que estava na sede da corporação. Com isso, guardas foram até o lugar e acionaram a ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Eles também preservaram o local até a chegada da equipe de perícia técnica. A médica do Samu constatou a morte de Viviane e solicitou encaminhamento do cadáver ao Instituto Médico Legal (IML) para posterior classificação da causa da morte. Consta no BO que, apesar de a médica colocar na Guia de Encaminhamento de Cadáver que havia uma 'bolsa com pedras de crack' com a vítima, a equipe de perícia técnica não encontrou a substância. A Polícia Civil registrou o caso e requisitou exames necroscópico e toxicológico junto ao IML. A retirada do corpo ficou a cargo da funerária Osan.