Maria Eduarda teria sido morta após ser julgada em 'tribunal do crime' em Guarujá (Reprodução/ Redes sociais) O procurado da Justiça Alexandre Barros Neves, de 50 anos, foi preso no bairro Jardim Primavera, em Guarujá, no litoral de São Paulo, nesta sexta-feira (24). Segundo a Polícia Civil, ele teria envolvimento na tortura e execução da jovem Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, que teria sido morta na cidade da Baixada Santista por suposta ligação com o Comando Vermelho (CV). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Maria Eduarda desapareceu na madrugada de 2 de janeiro deste ano, após ser levada de um churrasco em Guarujá. De acordo com a Polícia Civil, a jovem foi sequestrada por integrantes de uma facção criminosa e levada para uma área dominada pelo grupo. As investigações apontam que ela foi submetida a um “tribunal do crime” — prática ilegal em que organizações criminosas julgam e executam pessoas consideradas inimigas. A suspeita é de que Maria Eduarda tenha sido morta por supostamente ter ligação com o Comando Vermelho (CV). Apesar da conclusão de que a jovem foi executada, o corpo dela ainda não foi localizado. O procurado preso nesta sexta-feira (24) foi detido na Alameda dos Lírios. Conforme apurado por A Tribuna, a Polícia Militar (PM) realizava patrulhamento pelo local quando efetuou a abordagem do homem. Durante a ação, foi constatado que havia um mandado de prisão em seu desfavor relacionado ao caso. Diante da situação, ele foi preso e encaminhado à Delegacia Sede de Guarujá. A Tribuna entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) e aguarda retorno. A reportagem também não localizou a defesa do foragido, mas o espaço segue aberto para manifestações. Outras prisões No último dia 14, Adadilton Cândido da Silva Barreto, conhecido como “DA7”, de 33 anos, apontado pela Polícia Civil como carrasco do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso por participação na tortura e execução de Maria Eduarda. A captura ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e prisão temporária no bairro Vila Edna, em Guarujá. Conforme noticiado por A Tribuna, o homem foi localizado na Avenida Prefeito Raphael Vitiello. Em 19 de fevereiro, quatro pessoas foram presas por envolvimento no caso — três homens, de 19, 24 e 28 anos, e uma mulher, de 21. Entre eles, segundo a polícia, estão um integrante de facção apontado como participante direto do crime, um motorista de aplicativo que teria auxiliado no transporte dos suspeitos e um casal que teria ajudado a ocultar pertences da vítima. Investigação A investigação indica que a motivação do crime estaria relacionada a publicações feitas por Maria Eduarda nas redes sociais, nas quais ela aparecia com símbolos, menções e imagens associadas ao CV. Natural de Curitiba (PR), a jovem havia se mudado para Guarujá cerca de três meses antes do desaparecimento. O último contato com a família ocorreu em 2 de janeiro. No dia seguinte, parentes receberam mensagens informando que ela havia sido levada por criminosos. O caso foi registrado na 3ª Delegacia de Homicídios da Deic de Santos, que segue com as investigações para localizar o corpo da vítima e prender os demais envolvidos no crime.