O homem cometeu o crime no Paraná e, na sequência, se mudou para Cajati, em São Paulo (Reprodução) Um homem de 30 anos foi preso na segunda-feira (30) em Cajati, no Vale do Ribeira, no interior de São Paulo, acusado de divulgar fotos íntimas da ex-companheira na internet. Segundo a polícia, o crime, conhecido como “revenge porn”, ocorreu em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, após o término do relacionamento. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), que conduz as investigações. De acordo com a corporação, o homem passou a compartilhar imagens íntimas da ex-parceira sem consentimento, chegando a enviá-las para familiares, incluindo a mãe dela. Diante da gravidade do caso e do risco de disseminação em massa do conteúdo, a PCPR solicitou a prisão preventiva do investigado, que foi autorizada pela Justiça após parecer favorável do Ministério Público. Durante a investigação, os policiais identificaram que o homem havia se mudado para Cajati, onde foi localizado, preso e encaminhado ao sistema penitenciário. Em nota, o delegado Luis Eduardo Trajano afirmou que a ação reforça o compromisso das autoridades com a proteção das vítimas. “A conduta conhecida como 'revenge porn' ou pornografia de revanche será respondida com a ação do Estado e o rigor da lei, demonstrando que a internet não é terra sem leI”, destacou. Crime e punição A chamada “revenge porn”, ou pornografia de revanche, consiste na divulgação não autorizada de fotos ou vídeos íntimos, geralmente com o objetivo de constranger ou humilhar a vítima. O crime foi tipificado no Brasil em 2018, com pena que varia de um a cinco anos de prisão, podendo ser aumentada quando há relação íntima entre autor e vítima ou motivação de vingança. Orientações Especialistas orientam que vítimas desse tipo de crime não apaguem os conteúdos e reúnam o máximo de provas possíveis, como links, capturas de tela, mensagens e identificação dos perfis envolvidos. O registro da ocorrência deve ser feito na Polícia Civil. Medidas preventivas também são recomendadas, como evitar o compartilhamento de conteúdos íntimos em relações recentes e reforçar a segurança de dispositivos e contas digitais, com uso de senhas fortes e autenticação em duas etapas.