[[legacy_image_343558]] Um homem de 44 anos foi preso após ser identificado como o principal suspeito de matar a própria filha, de 9 anos. Gilberto Alves Cardoso estava foragido desde o dia 18, quando crime ocorreu em Carapicuíba, no interior do estado. Ele foi capturado pela polícia na Rodoviária de Santos, quando desembarcava de um ônibus, na tarde desta terça-feira (18). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Polícia Civil, os agentes do 5º Distrito Policial (DP) de Santos, receberam informações dos policiais civis do 2º DP de Carapicuíba de que o suspeito teria saído daquela cidade em direção a Santos. Os policiais foram à rodoviária e aguardaram a chegada de Gilberto. Após descer do ônibus, os policiais deram cumprimento ao mandado de prisão temporária. O homem tentou fuga, mas foi detido. Ao ser questionado sobre o assassinato da filha, o suspeito só perguntava sobre a sua moto, que foi apreendida na cidade da ocorrência. Ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito e, em seguida, para a cadeia pública, onde permanecerá à disposição da Justiça. Segundo a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), Gilberto foi encaminhado para a audiência de custódia e, após o resultado, será levado de volta para a cidade de Carapicuíba. O crimeLuiza Marques Cardoso, 9 anos, foi encontrada morta por um tio, irmão de Gilberto, na manhã da segunda-feira (18), após a van escolar passar na casa -onde vivia dividindo o imóvel com o irmão- e chamar a menina, que não atendeu. Achando estranho, o tio entrou na casa de Gilberto e encontrou Luiza morta em cima da cama, sem sinais de violência. Ele, então, ligou para a Polícia Militar (PM), que também acionou o Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A morte da menina foi constatada no local. O homem ainda teria dito à PM que a moto que o irmão utilizava já não estava em casa desde às 6 horas daquele mesmo dia. De acordo com Boletim de Ocorrência, obtido pela reportagem de A Tribuna, no quarto do suspeito foi encontrado um caderno com anotações típicas de um suicida sobre uma mesa, além de um frasco de remédio e uma seringa utilizada para aplicar veneno de matar formigas. Ainda, segundo o registro policial, a mãe da vítima e ex-esposa de Gilberto teria dito que o suspeito fazia uso de medicação controlada. Ela diz que foi casada com ele por nove anos, mas que há pelo menos três já não estavam juntos. O divórcio entretanto, ocorreu há um ano, e a guarda de Luiza ficou compartilhada. Na noite de domingo (17), a mulher teria compartilhado com Gilberto que estava em outro relacionamento e ele respondeu: "Ok Lu, ficamos em paz. Foi rápida e mudou bastante, mas faz parte. Vida que segue”. Em outra mensagem, ele teria dito “Lu, prometi pra pituca que vamos nos encontrar lá no céu”. Nesta conversa, ela chegou a acreditar que Gilberto poderia fazer alguma coisa contra a própria vida, mas seria contraditório, pois ele nunca teve tendência suicida ou violenta. Ela não cogitou que ele poderia fazer algo contra a própria filha. O irmão também afirmou que nunca tinha ouvido o suspeito falar em suicídio, até a data da ocorrência, quando ele começou a dizer coisas que poderiam sugerir algo cometido contra a própria vida, porém não deixou transparecer que, na verdade, teria matado a filha.