[[legacy_image_2100]] Um jovem de 26 anos foi preso em flagrante sob a acusação de agredir a mulher, de 20, que está grávida do primeiro filho do casal, e ainda mantê-la em cárcere privado por mais de meia hora. A violência aconteceu no apartamento onde os jovens residem, em um edifício de alto padrão no Guilhermina, em Praia Grande, às 23h20 de sábado (20). No sábado pela manhã, o acusado foi levado para a audiência de custódia e a Justiça o liberou. Em contrapartida, foi imposta medida cautelar que obriga o marido a ficar afastado da mulher. Em caso de descumprimento, ele pode ter a prisão preventiva decretada. A vítima não quis comentar o caso. Barulho no condomínio Policiais militares foram acionados ao prédio após alguém, por meio de telefonema, relatar que ali acontecia uma “briga de casal”. Quando os PMs chegaram ao edifício, um morador lhes disse que ouviu uma discussão no apartamento dos jovens. Ainda conforme a mesma testemunha, em dado momento, ela escutou barulho que sugeria alguém ter sido jogado contra o box do banheiro. Logo em seguida, a discussão cessou e o morador declarou que temeu pela ocorrência de algo mais grave. Os PMs foram até o apartamento, não sendo atendidos de imediato. Vinte minutos depois, uma mulher abriu a porta assustada. Antes de correr do imóvel, ela disse que a gestante havia sido agredida pelo marido e estava trancada no banheiro da suíte. Os policiais foram ao quarto do casal e, de fato, o banheiro estava trancado por dentro. Após dez minutos de negociação, o acusado abriu a porta. Ele estava apenas de cueca, enquanto a vítima se encontrava despida, assustada e chorando. Ao confirmarem a agressão contra a gestante e a sua manutenção no banheiro por mais de 30 minutos, os policiais conduziram as partes à Delegacia de Praia Grande. O delegado Rodrigo Martins Iotti autuou o acusado em flagrante por lesão corporal dolosa, com base na Lei Maria da Penha, e por cárcere privado contra cônjuge. As penas dos crimes somadas variam de dois anos e três meses a oito anos de reclusão. Ambos os delitos são de ação penal pública incondicionada, ou seja, o Ministério Público (MP) não depende do interesse da vítima para oferecer denúncia contra o acusado. “Pessoa tranquila” A advogada do jovem classificou o episódio como um “caso muito isolado” e disse que o cliente é uma “pessoa tranquila”. Ela também tentou minimizar a conduta do rapaz ao afirmar que ele já está solto. De acordo com a defensora, houve uma festa no mezanino do edifício e é possível que o rapaz tenha se alterado por misturar bebidas, pois não está acostumado a ingerir álcool.