Um homem de 26 anos foi preso em flagrante nesta sexta-feira (14) suspeito de matar a facadas Antônio Lima Portela, de 62 anos, conhecido como Toninho do Pastel, dentro de um apartamento na Rua Dr. Manoel Victorino, no Gonzaga, em Santos, no litoral de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência obtido por A Tribuna, os dois teriam se desentendido dentro de um quarto antes do ataque. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O suspeito foi identificado como Sidney José Gonçalves Junior, de 26 anos. A vítima, Antônio Lima Portela, era conhecida como Toninho do Pastel e tinha uma barraca de pastel na praia do Boqueirão. Segundo informações, o indiciado cuidava da barraca de Toninho há algum tempo. De acordo com o boletim registrado no 7º Distrito Policial de Santos, a Polícia Militar foi acionada via Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para atender a uma ocorrência de 'surto com retenção de vítima'. Ao chegarem ao apartamento, os policiais encontraram Antônio sem vida, caído no chão de um dos quartos, com ferimentos e sangue. Sidney também estava no imóvel e era atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), devido ao estado de surto em que se encontrava. O médico do Samu, por sua vez, constatou a morte de Antônio e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Desentendimento antes do ataque Conforme as informações preliminares registradas no boletim de ocorrência, Antônio e Sidney haviam frequentado juntos um culto religioso na noite anterior. Depois, os dois teriam ido para o apartamento e dormido no mesmo quarto, que pertencia à vítima. Na manhã desta sexta-feira (14), teria ocorrido um desentendimento entre os dois dentro do cômodo, que estava trancado. Segundo o relato obtido inicialmente pelos policiais, Sidney teria mantido Antônio dentro do quarto por alguns minutos e, na sequência, desferido golpes de faca contra a vítima. Após o ataque, Antônio morreu no próprio apartamento. Suspeito estava em surto Quando a Polícia Militar chegou ao imóvel, Sidney já estava sendo atendido pelo Samu. O padrasto e a mãe do suspeito também estavam no apartamento. O boletim informa que houve necessidade de utilização de algemas para preservar a integridade física da equipe policial e também do próprio indiciado. Os investigadores do 7º DP também conversaram informalmente com Sidney e registraram que ele relatou que os dois haviam frequentado uma igreja e, posteriormente, dormido juntos no quarto de Antônio. Ainda segundo o documento, durante a manhã teria ocorrido o desentendimento e, depois, a agressão com faca. Prisão em flagrante Inicialmente, o caso foi registrado como 'homicídio consumado'. Após análise, porém, a Polícia Civil reconheceu a situação de flagrante e determinou a prisão de Sidney José Gonçalves Junior pelo crime. Segundo o despacho policial, Sidney foi encontrado no local dos fatos imediatamente após a ocorrência, enquanto a vítima ainda estava no imóvel e havia vestígios materiais do crime. A Polícia Civil apontou que haviam indícios suficientes de autoria do crime, que deve seguir sendo investigado. A perícia foi acionada para analisar o local. Também estão previstos exame necroscópico, exames relacionados ao instrumento utilizado e outras provas técnicas que possam contribuir para a apuração do caso. Estado de surto será avaliado O boletim registra que o aparente estado de surto ou alteração psíquica apresentado por Sidney deverá ser documentado e submetido a avaliação médica. A Polícia Civil destacou, porém, que essa condição não afasta evidência de prática criminosa nem impede a formalização da prisão em flagrante. A responsabilidade do suspeito pelos atos praticados ainda será analisada pelas autoridades e, se necessário, poderá passar por avaliação de especialistas. Neste momento, a polícia não considerou o homicídio como qualificado. Segundo o documento, essa classificação poderá mudar caso os depoimentos, perícias ou outras provas da investigação indiquem alguma das situações previstas no artigo 121 do Código Penal. O caso foi registrado no 7º Distrito Policial de Santos, no Gonzaga. O boletim foi iniciado às 8h33 desta sexta-feira e recebeu novas edições durante a tarde, com a solução alterada para prisão em flagrante. A Tribuna não encontrou a defesa de Sidney José Gonçalves Junior, mas o espaço segue aberto para a manifestação. O caso é conduzido pelo Delegado Titular do 7º Distrito Policial de Santos, Jorge Álvaro Gonçalves Cruz, e sua equipe de investigação.