A história de vida do homem era complicada e que ele passou a viver nas ruas após não conseguir lidar com a separação da ex-companheira (Reprodução) Um homem em situação de rua de 60 anos teve o coração e o pênis arrancados do corpo e devorados por uma idosa de rua na madrugada de sexta-feira (7), em uma praça na Rua Santo Antônio Siqueira, no bairro Beira Mar, em Peruíbe, litoral de São Paulo. De acordo com informações apuradas por A Tribuna, uma mulher de 65 anos, conhecida como “gringa”, cometeu o crime com um estilete de obra, que utilizou para abrir o peito da vítima e remover o coração, além de cortar a genitália. Ao lado do corpo, foi encontrado um bilhete escrito: 'estuprador pega gringa'. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em depoimento à Polícia Civil, a mulher afirmou que cometeu o ato porque o homem seria um estuprador de crianças e, segundo ela, merecia morrer. A idosa também relatou que removeu o coração e a genitália da vítima, queimou os órgãos e os comeu. Uma equipe da Polícia Civil foi enviada ao local após um chamado para o encontro de um cadáver. No local, os agentes encontraram o idoso já morto, com diversos ferimentos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e confirmou o óbito. Os policiais iniciaram buscas pela moradora de rua e, ao questionar moradores da região, descobriram que três pessoas estariam envolvidas no crime: a “gringa”, seu companheiro e um homem que ainda não foi localizado. Após intensas buscas, a Polícia Civil encontrou a mulher, que reiterou que o homem era um estuprador de crianças, mas não soube informar quem seriam as supostas vítimas de abuso. Em depoimentos registrados no boletim de ocorrência, outras pessoas relataram que o homem havia ameaçado a “gringa” na semana anterior. Além disso, a mulher havia espalhado pela região que a vítima seria um estuprador de crianças. Junto com ela, foi encontrado seu companheiro, que apresentava sinais de alteração. Ambos foram levados à Delegacia de Polícia de Peruíbe, onde prestaram depoimentos desconexos. O homem negou qualquer participação no crime, enquanto a mulher assumiu a autoria. A gringa contou aos policiais que também é conhecida pelo apelido de “cigana” e que faz uso de bebidas alcoólicas e maconha. Ela afirmou que a vítima também utilizava substâncias entorpecentes. Na delegacia, compareceram dois filhos da vítima, que relataram aos policiais que o pai fazia uso abusivo de álcool e drogas e vivia em situação de rua há mais de 15 anos. Eles disseram que o homem recebia auxílio social e costumava visitar a casa da filha pela manhã e à noite para pegar dinheiro. Em algumas ocasiões, ele tomava banho e comia algo no local. A filha da vítima afirmou que, há alguns dias, o pai foi até sua casa pela manhã acompanhado de um casal de moradores de rua, com quem ele costumava andar frequentemente. Ela também relatou que o pai pernoitava com esse casal e outro homem em uma praça, local onde foi encontrado morto. A corporação informou A Tribuna que a história de vida do homem era complicada e que ele passou a viver nas ruas após não conseguir lidar com a separação da ex-companheira. A Polícia Civil afirmou que quando o carro da funerária foi remover o corpo do homem, viram que ele estava 'oco' sem os orgãos dentro da vítima. Entretanto, ainda não foi confirmado pelo Instituto Médico Legal (IML) se o corpo da vítima estava sem outros orgãos. Após analisar as declarações dos envolvidos, a Autoridade Policial decretou a prisão em flagrante da mulher e de seu companheiro. Eles responderão por homicídio qualificado, conforme o artigo 121, inciso 2, terceiro parágrafo, que prevê pena para crimes cometidos com emprego de meios cruéis ou que possam resultar em perigo comum. A investigação foi conduzida pelo delegado Ricardo Wagner Zaitune e pelo chefe dos investigadores de Peruíbe, Anderson Lomenzo Buono, com o apoio do agente da Assistência Social da Guarda Civil Municipal (GCM), Fábio. O homem e sua companheira foram encaminhados até a Delegacia de Polícia de Peruíbe (Reprodução)