Camila foi encontrada morta no apartamento do casal, na Vila Mathias, em Santos, com um pano enrolado no pescoço; Emílio foi condenado pelo Tribunal do Júri (Reprodução/ Redes sociais e Reprodução) Emílio Carlos Alves Ramos foi condenado pelo Tribunal do Júri a 28 anos e 4 meses de prisão pelo assassinato da esposa, Camila Indame Ramos, em Santos, no litoral de São Paulo. O feminicídio ocorreu em abril de 2022 e, inicialmente, chegou a ser tratado como suicídio. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com nota do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Emílio foi condenado a 25 anos e 8 meses de reclusão, além de 2 anos e 8 meses de detenção. O regime inicial para cumprimento da pena foi fixado como fechado. A defesa do réu informou que já apresentou recurso contra a decisão. Segundo o advogado Eugênio Malavasi, que representa Emílio, “a defesa já interpôs recurso de apelação, visto que a decisão é manifestamente contrária à prova dos autos, bem como a pena afronta o princípio da individualização das penas, proporcionalidade e razoabilidade”. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (13), após ter sido adiado ao menos três vezes por conta da ausência de uma testemunha de defesa. Relembre o caso Camila Indame Ramos, de 39 anos, foi encontrada morta no apartamento do casal, localizado no bairro Vila Mathias, em Santos, no litoral de São Paulo. Na ocasião, Emílio acionou a polícia e afirmou ter encontrado a esposa sem vida. Segundo o relato dele na época, Camila enfrentava um quadro de depressão e fazia uso de zolpidem, medicamento utilizado para induzir o sono. Inicialmente, a ocorrência foi registrada como suicídio. No entanto, durante as investigações conduzidas pelo 2º Distrito Policial de Santos, surgiram indícios de homicídio qualificado. Conforme apontou o laudo do Instituto Médico Legal (IML), Camila apresentava lesões de diferentes datas, sinais de asfixia mecânica e não havia no local objeto compatível com a hipótese de enforcamento. A Polícia Civil concluiu que Camila foi estrangulada e que o cenário do apartamento teria sido alterado para simular um suicídio. O caso passou, então, a ser investigado como homicídio com qualificadoras de feminicídio, asfixia e violência doméstica, além de fraude processual.