<div> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.425010" attr-version="policy:1.425010:1719871500" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.425010/Design sem nome (64).jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">Fausto Ricardo Machado Ferreira foi condenado a mais de 170 anos de prisão por ter participado de dois mega-assaltos a empresa de transportes de valores (Reprodução e Carlos Nogueira/ Arquivo AT)</span></p> </div> <div>Fausto Ricardo Machado Ferreira, de 46 anos, foi condenado a 172 anos e oito meses de prisão em regime fechado, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), por participar de dois “mega-assaltos” contra a Prosegur (empresa de transportes de valores) em Santos e outro numa cidade do Paraguai, um ano depois. No crime que aconteceu no Brasil, ele e dezenas de bandidos roubaram mais de R\$ 12 milhões e deixaram três pessoas mortas, sendo que dois eram policiais militares rodoviários e um era um homem em situação de rua. </div> <div> </div> <div><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n">Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp!</a> </div> <div> </div> <div> </div> <div><strong>A Tribuna</strong> teve acesso à sentença da Justiça que condenou o réu, publicada em 25 de junho. A principal prova para condenação foi um laudo pericial que apontou o material genético de Ferreira em uma touca encontrada no carro usado pelos bandidos durante a fuga em Santos. Ele é acusado de ter participado do crime que teve “cenas cinematográficas”, envolvendo explosivos, confrontos com PMs, bloqueios de ruas, armas de grande calibre e perseguição. </div> <div>O mesmo DNA ligou o réu a outro mega-assalto também contra a Prosegur, que aconteceu em 2017 na Ciudad del Este, no Paraguai, onde os criminosos levaram mais de US\$ 11,7 milhões, equivalentes a R\$ 40 milhões na época do crime. O primeiro mega-assalto de que Ferreira participou aconteceu na empresa de transporte de valores Prosegur em Santos, em 4 de abril de 2016. </div> <div>A defesa de réu, no processo, negou a participação dele nos crimes e questionou a validade das provas. Apesar de o advogado ter argumentado contra o laudo, o juiz discordou da alegação de Ferreira sobre o laudo ter apontado 0,01% de possibilidade de o material genético na touca não ser dele. </div> <div> </div> <div>"Diferente do que sustentou o réu em seu interrogatório, o laudo não aponta 99,9% de correlação entre o perfil genético dele e o encontrado na touca. É muito mais do que isso. Indica que é 1,36250 x 10 elevado a 28, isto é, 13.624.974.301.069.730.000.000.000.000 (13 octalhões) de vezes mais provável que o perfil masculino obtido do gorro do tipo balaclava pertença ao réu do que a qualquer outro homem escolhido aleatoriamente em toda a humanidade”, explica o magistrado. </div> <div>Por isso, o juiz afirmou que é “impossível” que a touca não tenha sido utilizada pelo acusado. </div> <div> </div> <div><strong>Prisão </strong></div> <div>Ferreira foi preso depois de ser acusado de participar de outro crime, que explodiu caixas eletrônicos em Atibaia (SP), em 2024, antes de ter o DNA "conectado” aos outros mega-assaltos. Durante sua prisão no interior, ele teve o material genético coletado, assinando um termo de doação voluntária de células da mucosa oral. </div> <div>O material genético identificada no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) comprovou a participação dele nos crimes em Santos e no Paraguai. Isso porque foi compatível o DNA coletado em uma touca balaclava, encontrada no carro Fiat Uno (roubado na Rodovia Anchieta) usado na fuga do crime de Santos, além de uma toalha recolhida em um imóvel na Ciudad del Este, em um lugar utilizado como base dos criminosos. </div> <div>O laudo, portanto, revelou dados genéticos da presença do denunciado na cena do roubo do veículo Fiat Uno, cujas vítimas foram ouvidas em juízo e confirmaram que foram assaltadas por um rapaz, armado e vestindo uma touca, que seria Ferreira. </div> <div>O réu foi interrogado na audiência de instrução e no julgamento que aconteceu de forma virtual no dia 5 de junho. Ferreira alegou que sofre perseguição policial e acrescentou que a coleta do seu material genético foi "forçada". </div> <div>Apesar disso, a versão dele não foi aceita pelo juiz, que decretou a condenação por associação criminosa e latrocínio de 172 anos e oito meses de reclusão, além de 122 dias de prisão. </div> <div> </div> <div><strong>Mega-assalto em Santos </strong></div> <div>Na madrugada de 4 de abril de 2016, uma quadrilha de pelo menos 30 criminosos chegou armada com fuzis, pistolas, metralhadoras e explosivos em Santos. Para efetuar a operação, os bandidos também furtaram caminhões e outros veículos. </div> <div>Utilizando caminhões, os bandidos arrombaram um dos portões para poder entrar na empresa Prosegur. Eles utilizaram dinamites para ter acesso aos cofres e retirar o dinheiro. O grupo levou da empresa de transporte de valores R\$ 12.167.591,38, mas perdeu alguns malotes de dinheiro durante a fuga, quando trocava de carros. Os policiais militares conseguiram recuperar R\$ 8.794.408,57. </div> <div>O ataque resultou na morte de três pessoas durante a troca de tiros entre os bandidos e PMs, sendo uma pessoa em situação de rua e dois policiais militares rodoviários. </div> <div>Conforme noticiado por <strong>A Tribuna</strong>, três participantes do mega-assalto foram condenados em janeiro de 2019. As penas variam de 70 a 110 anos de reclusão. </div> <div> </div> <div><strong>Mega-assalto no Paraguai </strong></div> <div>Outro mega-assalto de que Ferreira participou aconteceu em 24 de abril de 2017, na Ciudad Del Este, no Paraguai. Cerca de dez criminosos, portando armas longas, atiraram contra a fachada e guarita da Prosegur, provocando acionamento do sistema de segurança, o que gerou esfumaçamento interno. </div> <div>A partir disso, houve uma troca de tiros com seguranças da empresa. Os criminosos explodiram um dos carros-fortes, que tombou e teve a estrutura metálica restante rompida com uma serra. Na ação, os bandidos conseguiram roubar mais de US\$ 11 milhões, equivalentes a R\$ 40 milhões na época do crime. </div>