Casal de mulheres sofreu ofensas homofóbicas enquanto passeava por shopping do Gonzaga de mãos dadas, em Santos (FreePik/ Imagem Ilustrativa) Um homem de 39 anos, acusado de injúria com motivação homofóbica contra um casal de mulheres em um shopping do Gonzaga, em Santos, no litoral de São Paulo, foi condenado a pagar um salário-mínimo a cada vítima. Anteriormente, ele já havia sido condenado a um ano e dois meses de reclusão, em regime inicial aberto, pena que foi substituída por prestação pecuniária. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A decisão mais recente foi proferida no último dia 11. No documento, obtido por A Tribuna, o juiz da 5ª Vara Criminal de Santos, Walter Luiz Esteves de Azevedo, julgou procedente a acusação e também fixou a pena de um ano e dois meses de prestação de serviços à comunidade. O caso ocorreu em 24 de junho de 2022. Segundo consta nos autos, as mulheres caminhavam de mãos dadas pelo shopping quando o acusado as segurou pelo braço e disse: “Vem aqui que eu vou te ensinar a ser mulher, suas sapatões”. Em seguida, o homem teria afirmado: “Sua sapatão, seu lixo, quer apanhar igual homem? Vem aqui que eu vou te ensinar a ser mulher”. Depois de conseguirem se desvencilhar, as vítimas pediram ajuda. Pessoas que estavam no shopping auxiliaram na contenção do homem, e guardas municipais o deteram. Ele foi encaminhado ao 7º Distrito Policial (DP), onde foi preso em flagrante por injúria racial, mas liberado após pagar fiança de R\$ 1 mil. Alegação da defesa e do acusado Durante o processo, a defesa pediu absolvição sob a alegação de que o réu teria agido sob efeito de drogas. A sentença registra ainda que ele afirmou sofrer de esquizofrenia e que, embora diagnosticado há anos, nunca aderiu plenamente ao tratamento: “Sucederam-se infrutíferas internações e temporários acompanhamentos ambulatoriais. À época do fato, além de não tomar a medicação prescrita, ingeria frequentemente álcool e maconha, inclusive sob a forma de skunk. Sofria surtos que lhe tiravam o entendimento. Foi em uma dessas crises que se viu envolvido na ocorrência. Não se lembrou nem mesmo de haver conversado com as vítimas”. O acusado declarou também que, após o episódio, foi internado por familiares em uma clínica de reabilitação. Disse ter abandonado o uso de drogas, aderido integralmente ao tratamento psiquiátrico, retomado a vida profissional e familiar, além de pagar pensão ao filho adolescente e cuidar da avó idosa. Ele afirmou ainda se arrepender de qualquer ofensa dirigida às vítimas e negou ser homofóbico. Defesa A Tribuna não conseguiu contato com a defesa do homem, mas o espaço permanece aberto para manifestação.