[[legacy_image_69923]] O Tribunal do Júri de Santos condenou Fabrício de Moura Franco a 19 anos, cinco meses e dez dias de reclusão, em regime inicial fechado, por tentar matar a tiro um policial militar e roubar um adolescente. Os crimes foram cometidos na noite de 18 de junho de 2017, na Rua Martim Francisco, no bairro Encruzilhada. Segundo denúncia do Ministério Público (MP), Fabrício atirou contra o policial militar, sem conseguir atingi-lo, na tentativa de evitar a sua captura. Momentos antes, o réu havia roubado o celular e o iPhone do adolescente, de 17 anos, mediante ameaça de um revólver calibre 32. Apelidado de Kiko, Fabrício foi preso em flagrante. Os jurados acolheram a tese do MP, conforme a qual o acusado tentou matar o policial militar, que estava no exercício da função, para assegurar a impunidade e a vantagem do crime de roubo cometido pouco antes. Com antecedentes criminais por furto, roubo e porte de droga, Kiko está com 40 anos. O juiz Alexandre Betini vetou a possibilidade de o réu apelar em liberdade ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A gravidade dos delitos e a periculosidade do réu justificam a manutenção da sua prisão para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal, conforme fundamentou o magistrado na sentença. Logo após o anúncio do veredicto, o advogado de Kiko disse que recorrerá. Em plenário, o réu negou ter disparado na direção do policial. Alegou que já estava rendido quando teve o revólver colocado em sua mão e obrigado a dar um tiro apenas para ser injustamente incriminado.