[[legacy_image_163908]] O aposentado José Antônio da Silva, de 60 anos, afirma que foi “dopado” e roubado por uma mulher que conheceu através do Badoo, um aplicativo de relacionamentos. O caso teria acontecido na última quinta-feira (24), no Parque Bitaru, em São Vicente, onde mora a suposta vítima. O homem alega que a acusada levou R\$ 50 em dinheiro e um celular. Um boletim de ocorrência por roubo foi realizado na Delegacia de São Vicente. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em contato com A Tribuna, sua filha, a autônoma Beatriz de Assis, de 22 anos, afirma que o pai recebeu a acusada no condomínio onde mora. Dentro da residência, teria tomado dois copos de refrigerante ‘batizados’. Ela conta detalhes do suposto caso já que o homem ainda se encontra sob efeito da droga, embora ele confirme as informações. “Ela deu uma dosagem muito alta de calmante. Ele dormiu na mesma hora”, explica Beatriz, que ainda afirma que “por pouco ela não o matou” por conta da quantidade do líquido ingerido. Após fazer a ‘limpa’, a mulher saiu do condomínio “como se fosse uma moradora”, segundo a autônoma. Nas imagens enviadas à Reportagem, é possível ver o momento em que os dois caminham para dentro da casa. As câmeras de monitoramento também captaram a saída da suspeita, que deixou o local sozinha. (Veja o vídeo abaixo) O 'relacionamento'Beatriz diz que o primeiro contato entre os dois aconteceu virtualmente há alguns dias antes do encontro. Ela aponta também que, depois de algum tempo, deixaram o aplicativo de relacionamento e passaram a trocar mensagens pelo WhatsApp. A filha da suposta vítima acrescenta que, na data mencionada, os dois se conheceram pessoalmente após “insistência” da acusada. “Ela disse a ele que 'dinheiro não era problema’ e que poderia fazer uma janta em sua casa”. A mulher comenta também que aconselhou o pai a não mexer em aplicativos do tipo por conta do risco, mas o parente respondeu que o usava apenas para “passar o tempo”. Após a ‘limpa’O homem teria sido encontrado ainda dormindo pela pela própria filha. “Eu fui lá no dia (do suposto golpe). Bati na porta. Estava apertada para ir ao banheiro”. Ela conta que notou algo suspeito ao ver que todas as luzes estavam acesas, fato que não é condizente com a rotina do seu pai. “Ele estava ‘apagado’, com os óculos (ainda) no rosto”, lembra. “Pedi para ir ao banheiro, mas ele não conseguia me responder”. Beatriz, então, conversou com o seu marido, que explicou que sabia do encontro com a 'paquera' do pai. Imaginando que tudo estava bem e que o pai dormia normalmente, só retornou ao local no dia seguinte após o aviso de um vizinho. “Me falou que ele tinha caído e machucado o rosto. Ele estava assim por causa do remédio”. Beatriz afirma que o homem manteve o comportamento ‘lento’ - por causa da suposta ingestão do calmante - até sábado à noite.