Thalys tinha passagem pela polícia por dar 13 facadas na ex-companheira em São Vicente, por não aceitar o término do relacionamento (Reprodução/ Instagram e Reprodução) Thalys Feitosa da Silva, de 19 anos, procurado pela Justiça por descumprir medida protetiva após dar 13 facadas na ex-companheira, também de 19, foi preso no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (11). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Após levar 13 facadas de Thalys em outubro do ano passado em São Vicente, a ex-parceira conseguiu medida protetiva contra ele. Mas, na madrugada da última terça-feira, 5 de maio, Thalys invadiu a casa da jovem e a ameaçou de morte, caso não tirasse as restrições em desfavor dele. A mulher recusou e jogou água quente no corpo do ex para se defender. Desde então, o homem estava foragido. Investigação Conforme apurado por A Tribuna, foi aberto um inquérito policial pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente para apurar o crime de descumprimento da medida protetiva de urgência. A investigação foi instaurada após a mulher relatar que Thalys Feitosa da Silva voltou a persegui-la e ameaçá-la mesmo estando proibido judicialmente de se aproximar dela. Segundo o relato da ex-companheira, o relacionamento entre os dois foi breve, durando cerca de dois meses, mas terminou de forma extremamente violenta. Após ela decidir encerrar a relação, Thalys teria reagido com agressões graves, inclusive desferindo 13 facadas na mulher, fato que motivou o pedido e a concessão da medida protetiva. Ainda assim, Thalys continuou enviando mensagens ofensivas e ameaças, exigindo que a ex-parceira retirasse as medidas judiciais. Ele também afirmou que iria “acabar com sua graça” e matá-la. Invasão e confusão Na terça-feira passada (5), a mulher chegou em casa, em São Vicente, por volta da meia-noite e colocou água para esquentar, porque o chuveiro estava com defeito. Logo depois, percebeu que Thalys havia entrado no quintal, com uma motocicleta, aproveitando-se de problema na fechadura do portão. Segundo a mulher, Thalys estava extremamente alterado, apontava o dedo em seu rosto e dizia que ela havia destruído sua vida. Ainda exigia que retirasse a medida protetiva. A ex-parceira relatou que tentou manter a calma, por medo de sofrer nova agressão, após lembrar do ataque com faca de outubro. Durante a discussão, o ex teria empurrado a mulher e continuado as ameaças e ofensas. Temendo pela própria vida, a ex-companheira fingiu colaborar para tentar escapar da situação. Em determinado momento, pediu que Thalys pegasse um objeto no chão e, quando o ex se abaixou, jogou água quente sobre ele para conseguir fugir. A mulher, então, saiu correndo para a rua, onde encontrou a irmã, que já havia sido avisada por mensagem e tinha acionado a Polícia Militar (PM). Thalys sofreu queimaduras e foi internado, mas, mesmo hospitalizado, continuou enviando mensagens ameaçando a ex, dizendo que, quando melhorasse, iria matá-la. Thalys foi queimado com água quente pela ex, que tentou se defender durante a invasão na casa dela em São Vicente (Reprodução) Segundo apuração de A Tribuna, Thalys possui antecedentes relacionados à ex-parceira. A autoridade policial destacou ainda a existência de histórico de violência extrema e comportamento reiterado de desrespeito às ordens judiciais. Foram anexados prints de mensagens, imagens do investigado entrando na residência e transcrições de áudios com ameaças e xingamentos. A Polícia Civil concluiu o relatório entendendo haver elementos suficientes para caracterizar o descumprimento da medida protetiva e informou que foi apresentada representação pela prisão preventiva do investigado, diante da gravidade dos fatos, da reincidência das condutas e do temor manifestado pela vítima quanto à própria segurança. Prisão O pedido de prisão foi aceito e Thalys virou procurado da Justiça. A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência da prisão dele, no qual consta que os policiais civis tomaram conhecimento da existência do mandado de prisão em aberto. Com base nas informações sobre seu possível paradeiro, a equipe foi até o Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, onde Thalys permanecerá internado por ordem médica. Ele foi abordado e teve a prisão decretada. Foi solicitada equipe da Polícia Militar para permanecer no local, realizando a escolta do capturado durante a internação. A Tribuna não conseguiu localizar a defesa de Thalys, mas o espaço segue aberto para manifestações.