Terrenos que não pertencem a mulher teriam sido revendidos a outros compradores, sem o consentimento dos donos. (Arquivo Pessoal) Um balconista de farmácia alega ter sido vítima de estelionato ao comprar um terreno por R\$ 25 mil no Jardim Rio Branco, na Área Continental de São Vicente, em abril do ano passado. Segundo ele, uma mulher, supostamente responsável pelo terreno, está vendendo lotes que não a pertencem e aplicando golpes em dezenas de pessoas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A vítima conta que 90 compradores podem ter caído no golpe desde o final de 2021. O balconista descobriu que estava sendo enganado quando chegou no terreno que havia comprado e viu outra pessoa aterrando o local, que disse ter comprado o lote de outro vendedor. Por conta própria, os dois fizeram um levantamento e descobriram que eles e mais de dezenas de pessoas teriam caído nesse mesmo golpe. O balconista comprou um terreno de cinco metros de frente e 30 metros de profundidade na Rua Projetada, no dia 22 de março do ano passado. No relato à polícia, o homem disse teria acordado com a mulher a dar uma quantia de R\$ 10 mil reais de entrada e parcelar o restante em 30 vezes de R\$ 500. Mais vítimas A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência (BO) do caso, que mostra que outras pessoas também sofreram o crime de estelionato. No boletim, é dito que as vítimas compareceram ao 3° Distrito Policial (DP) de São Vicente com cópia dos documentos de compra dos terrenos, informando que adquiriram lotes no Jardim Rio Branco em 2021, através de negociações com a suspeita. Mas acabaram tomando conhecimento que a mulher comercializava lotes na qual não era proprietária. Uma das vítimas relatou que, no final de outubro de 2021, firmou acordo pela compra de seis terrenos no Jardim Rio Branco no valor de R\$ 10 mil cada. Porém, acabou sabendo através de uma pessoa que teria caído no golpe, que a mulher havia revendido seu lote para uma terceira pessoa, sem o seu consentimento. Diante disso, a vítima fez uma pesquisa sobre os terrenos e constatou que existia um processo da 1° Vara da Família e Sucessões do Foro Central Cível de São Paulo, decidindo que a indiciada fosse removida do cargo de inventariante da área.