À esquerda, momento em que suspeito é preso; à direita, o policial Luca Romano Angerami, morto em Guarujá (Divulgação/Polícia Militar e Reprodução) Uma operação realizada em conjunto entre policiais de Santa Catarina e São Paulo resultou na prisão de Samuel dos Santos Gomes, mais conhecido como “Fininho”, durante a manhã da última terça-feira (3). Ele é suspeito de participar do sequestro e morte do policial militar Luca Romano Angerami, em Guarujá, no litoral de São Paulo, em abril deste ano. A prisão aconteceu em Navegantes, cidade de Santa Catarina. De acordo com a Polícia Militar, o crime foi realizado por uma facção criminosa. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! As investigações começaram após a PM de São Paulo informar à Agência de Inteligência de Navegantes que o suspeito poderia estar na cidade. O homem foi localizado na Unidade Básica de Saúde (UBS) Volta Grande e preso sem resistir à abordagem dos agentes. Ele foi levado para uma delegacia e segue à disposição da Justiça. A prisão de Samuel aconteceu após vários dias de investigações conduzidas pela Agência de Inteligência de Navegantes, em parceria com o Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT), o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e a Polícia Militar de São Paulo, que enviou uma equipe especializada do departamento “PM Vítimas”. Desaparecimento O PM Luca Romano Angerami foi visto durante a madrugada de 14 de abril em uma adega no Santo Antônio, em Guarujá, com dois amigos. As câmeras de monitoramento flagraram o soldado sendo acompanhado por um homem até a biqueira onde foi visto pela última vez. Na manhã do dia em que desapareceu, o carro dele foi encontrado abandonado na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, também em Guarujá. A chave do veículo estava sobre o porta-malas. Encontro do corpo do PM O soldado, de 21 anos, foi torturado e julgado pelo ‘tribunal do crime' antes de ser executado em Guarujá. Na coletiva de imprensa realizada no Palácio da Polícia, em Santos, na tarde de 20 de maio, a polícia confirmou essas informações e apresentou detalhes sobre as investigações e o encontro do corpo de Luca. O cadáver do PM foi achado em uma área de mata fechada e de difícil acesso, no Morro da Vila Baiana, em Guarujá, na manhã de 20 de maio, após 36 dias de buscas, em uma operação conjunta das polícias militar e civil. Seis policiais acharam o corpo após duas horas de caminhada pela mata do morro. Eles conseguiram localizá-lo com a ajuda de um colaborador que sinalizou o caminho para chegar até a cova. O cadáver estava enrolado em vários lençóis e enterrado numa cova de aproximadamente dois metros de profundidade. O que ajudou a polícia a identificar se o corpo era de Luca foram as tatuagens e sua arcada dentária. Mesmo após um mês do desaparecimento, o cadáver não estava em estado avançado de decomposição, porque, de acordo com o delegado Fabiano Barbeiro, as condições geográficas e geológicas ajudaram a preservar o corpo, por ser uma região úmida.