Um homem de 22 anos, suspeito de participar do assassinato do policial militar reformado Emerson Manzo, de 54 anos, foi preso temporariamente. O crime aconteceu em um clube de São Vicente, no litoral de São Paulo. Um segundo suspeito, de 21 anos, também foi identificado pela Polícia Civil e teve a prisão decretada, mas está foragido. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso ocorreu no último dia 8. Manzo trabalhava como segurança no Santos São Vicente Golf Club, na Avenida Pérsio de Queiroz Filho, quando abordou dois homens que haviam pulado o muro do local. O policial foi baleado na cabeça por volta das 15h30. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu antes de dar entrada no pronto-socorro. Segundo a Secretaria da Segurança Pública Estadual (SSP-SP), na última sexta-feira (18), a equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. Um homem de 22 anos foi localizado e permanece preso temporariamente. O local da detenção não foi divulgado. As buscas continuam para localizar o segundo procurado e cumprir a ordem judicial. Arma roubada Segundo o boletim de ocorrência (BO), a arma de fogo de Manzo também foi roubada pelo criminoso após o disparo. A Polícia Civil investiga o caso como latrocínio. Conforme noticiado por A Tribuna, Manzo estava acompanhado de outro segurança quando os dois avistaram os invasores pulando o muro do clube. O policial decidiu ir até os suspeitos para retirá-los do local e recusou o acompanhamento a pé oferecido pelo colega. Ele utilizou uma motocicleta disponível para o patrulhamento interno e chegou aos invasores antes do outro segurança. Um dos criminosos se aproximou de Manzo, sacou uma arma da cintura e efetuou um disparo que atingiu a cabeça do policial. Na sequência, o autor revistou a vítima e roubou sua arma de fogo. O autor do disparo foi descrito no BO como um homem pardo, de cabelos pretos, cerca de 1,70 metro de altura, porte físico forte e idade aparente entre 20 e 25 anos. Ele usava uma camisa escura. O segundo envolvido permaneceu na parte superior do morro, sem maiores detalhes. Após o crime, os dois fugiram correndo em direção ao morro, no sentido da Rua Catarina de Moraes. A portaria do clube acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar. Segundo o BO, os profissionais de segurança do local costumam sofrer ameaças em razão da atividade exercida no clube. A perícia técnica esteve no local. Nenhum objeto foi apresentado para apreensão e, até o momento, não há informações sobre a localização da arma roubada da vítima. A equipe de Homicídios da DIG de Praia Grande também foi acionada e compareceu ao clube. Operação Após o crime, a Polícia Militar iniciou a Operação Pronta-Resposta para localizar os suspeitos, que fugiram em direção à comunidade Catarina de Moraes. Os familiares de Manzo recebem apoio da corporação.