Jacemir confessou ter assassinado Elisangela (Reprodução/Redes sociais) A defesa de Jacemir Barbosa Bueno teve negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) um pedido de habeas corpus feito em favor do acusado de matar e enterrar a professora Elisângela Barbosa, de 43 anos, no quintal da casa onde o casal morava, Pariquera-Açu, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo . A decisão foi tomada de forma provisória, em caráter liminar. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os advogados de Jacemir afirmam que a defesa foi prejudicada durante a realização dos exames e outras análises feitas no caso. Esse argumento está sendo discutido no processo. Elisângela foi encontrada morta em 24 de abril, após ficar desaparecida por cerca de cinco dias. O marido foi preso depois de admitir informalmente que havia agredido a professora com um tapa no rosto durante uma discussão na casa onde moravam, na madrugada de 21 de abril. Relembre o caso Jacemir Barbosa Bueno de Almeida, de 39 anos, matou a professora Elisângela Barbosa Bueno de Almeida, de 44, e enterrou o corpo da esposa no quintal da casa onde moravam. Conforme noticiado por A Tribuna, antes de ser preso, ele disse à polícia que mexeu no terreno para construir uma “quadrinha de areia” para o filho de 10 anos do casal brincar. Jacemir, que é revendedor de produtos farmacêuticos, foi preso em flagrante na noite de 24 de abril deste ano, após confessar ter matado e enterrado a mulher no quintal da própria residência. O cadáver da professora foi encontrado no mesmo dia da prisão de Jacemir, no imóvel onde moravam, na Vila São João. Segundo apurado na época por A Tribuna, a vítima estava desaparecida desde o fim da tarde de 20 de abril. No entanto, o desaparecimento só foi comunicado por familiares na noite de 23 de abril, após suspeitas levantadas por mensagens enviadas supostamente por Elisângela durante o período. Os textos apresentavam erros de português, algo considerado incomum para a educadora. Também houve a publicação de uma foto da mulher com a legenda “recomeçar”, o que levantou a hipótese de tentativa de despistar os parentes. Depoimento à polícia Durante as investigações sobre o paradeiro de Elisângela, Jacemir foi ouvido na Delegacia de Pariquera-Açu, onde detalhou a rotina da esposa. Segundo ele, o casal estava junto há cerca de 15 anos e teria discutido antes de ela sair de casa em 22 de abril. Apesar da versão apresentada, a Polícia Civil acredita que Elisângela já estava morta. Conforme informações da polícia, durante o depoimento, Jacemir afirmou que fazia uma construção com areia no quintal da casa, a pedido do filho, para que ele pudesse jogar bola no local. O homem relatou também que, durante a obra, um cano teria estourado entre os dias 22 e 23 de abril. A informação chamou a atenção dos investigadores, por não ter relação com o desaparecimento de Elisângela, o que motivou buscas na área indicada. A Polícia Civil considera a explicação “fantasiosa” e acredita que tenha sido apresentada para justificar a recente movimentação no quintal. Um vizinho, inclusive, relatou ter ouvido o terreno sendo escavado na madrugada de 21 de abril. Crime bárbaro Conforme apurado por A Tribuna, Jacemir atingiu Elisângela com um tapa no rosto. Ao cair, ela teria convulsionado. Na sequência, o homem teria entrado em desespero e decidido enterrar a esposa. O filho do casal estava dormindo no momento. Jacemir também alegou à Polícia Civil que contou com a ajuda do filho para construir a quadra de areia. No entanto, a corporação descarta a participação da criança tanto na ocultação do cadáver quanto na construção da quadra de areia. Vizinho ouviu Um vizinho relatou ter ouvido, durante a madrugada, barulhos de enxada vindos do quintal da casa. Apesar de estranhar o horário, não imaginou que se tratava de um crime. O depoimento consta no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil. De acordo com o documento, o vizinho afirmou que ouviu sons semelhantes aos de escavação por volta das 3h de 21 de abril, enquanto se preparava para sair para o trabalho. Embora tenha achado incomum alguém cavar naquele horário, disse não ter desconfiado de algo grave, já que não ouviu brigas ou qualquer movimentação atípica na casa de Elisângela. Ainda segundo o relato, nos dias seguintes, o comportamento de Jacemir não levantou suspeitas. O vizinho afirmou que o encontrou normalmente na rua e que ele chegou a praticar ciclismo, como de costume, aparentando tranquilidade, “como se nada tivesse ocorrido”.