Felipe Alves de Souza Lima foi julgado no Fórum de Cubatão pelo feminicídio de Ana Flávia Pereira de Oliveira; veredicto saiu após à 0h desta quinta-feira (Matheus Croce/ TV Tribuna e Reprodução) Felipe Alves de Souza Lima foi condenado a 18 anos de prisão após matar a tiros a ex-companheira Ana Flávia Pereira de Oliveira, dentro de uma farmácia onde ela trabalhava, em Cubatão, na Baixada Santista. A Justiça também determinou que ele pague R\$ 30 mil de indenização à família da vítima. O advogado Mário Badures, que representa a família de Ana Flávia, anunciou que irá recorrer. A defesa do réu não se manifestou até o momento. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O júri popular ocorreu nesta quarta-feira (9), no Fórum de Cubatão, mais de três anos após o crime - ocorrido em abril de 2023 -, e durou mais de 12 horas. Após oito testemunhas serem ouvidas, além de Felipe, o veredicto só saiu após à 0h desta quinta-feira (10). Felipe havia sido denunciado no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe. O acusado foi preso em fevereiro de 2024, dez meses após o crime. Felipe foi encontrado escondido debaixo da cama na casa dos pais, no bairro Vila Nova, em Cubatão. Em março, o júri popular do acusado chegou a ser iniciado, porém foi adiado após o advogado Henrique Perez, que representa o réu, abandonar o plenário. Na sessão desta quarta-feira (9), Felipe afirmou que teve um surto psicótico na ocasião do crime, sob alegação de uso de anabolizantes e problemas de saúde da mãe. De acordo com informações da TV Tribuna, a defesa chegou a pedir adiamento da sessão para apresentar nova prova sobre a possível insanidade mental do réu, o que foi negado pelo juiz. Relembre o caso O crime aconteceu em 27 de abril de 2023, em uma farmácia localizada na Avenida Martins Fontes, no bairro Vila Nova. Ana Flávia foi socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro (PS) Central de Cubatão, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a Prefeitura, ela deixou uma filha. O autor dos disparos fugiu de carro após cometer o crime. Perseguição Como noticiado por A Tribuna, antes de morrer, a atendente de farmácia Ana Flávia Pereira de Oliveira, de 42 anos, vinha sendo perturbada pelo homem acusado de matá-la. Ela trabalhava na farmácia há mais de 15 anos e teria mantido um relacionamento com Felipe por alguns anos. Ele também chegou a trabalhar como segurança do estabelecimento por mais de cinco anos. Segundo relatos, naquela época era considerado tranquilo, educado e tinha amizade com muitas pessoas. Com o tempo, porém, seu comportamento teria mudado. O ex-segurança passou a procurar Ana Flávia com frequência na tentativa de reatar o relacionamento. A funcionária, no entanto, era casada e tinha uma filha. Pessoas próximas afirmaram que ele estava perturbando a mulher. Entre o fim da tarde e o início da noite de 26 de abril de 2023, a situação se agravou. Segundo a delegada Mayla Ferreira, Felipe apareceu na casa da mãe de Ana Flávia com um celular, com a intenção de mostrar um suposto vídeo, e aguardava o marido da atendente. Ela disse que iria à delegacia registrar um boletim de ocorrência. Não houve tempo. Por volta das 14h30 do dia seguinte, Felipe foi até a farmácia, disse palavras em tom de ameaça e atirou duas vezes. Um disparo atingiu a cabeça de Ana Flávia e o outro, o ombro esquerdo. Ele fugiu de carro. A atendente foi socorrida, mas morreu no hospital.