[[legacy_image_259780]] O autônomo Jonathas Soares de Santana, de 37 anos, que foi julgado por matar e esconder o corpo de uma mulher em uma parede em São Vicente, em outubro de 2021, foi condenado a 29 anos e 10 meses de prisão. Por 4 votos a 3, os jurados consideraram Jonathas culpado pela morte de Joice Maria da Glória Rodrigues. A sentença saiu por volta das 23 horas desta terça-feira (12) no Fórum de São Vicente. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com a decisão, mesmo com a condenação, ainda cabe recurso ao acusado. O advogado do réu, João Carlos Nogueira, disse que muito embora a decisão dos jurados seja soberana, ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça. "Os jurados, no meu entender decidiram ao contrário aos elementos de prova". Durante o julgamento, Jonathan se declarou inocente. O advogado de defesa chegou a apresentar um vídeo do outro acusado, o pedreiro Edmilson Veríssimo da Silva, de 58 anos, mudou a versão alegando que o autônomo é inocente. Para o juiz, o pedreiro disse que mentiu porque estava sendo ameaçado e com medo de que algo pudesse acontecer com a filha e com o neto. O pedreiro é acusado de ocultação de cadáver. A defesa dele entrou com um recurso e o processo foi desmembrado. Jonathas foi para prisão e aguardam um novo júri para diminuição ou não da pena. Já Edmilson aguarda o júri para ser julgado. Família de JoiceEla disse que muitas das coisas que aconteceram na época, só foram de conhecimento da família no julgamento. "Foi tudo muito superficial e muito básico. Hoje ficamos sabendo de algumas coisas a mais. Como foi que ocorreu o crime. Por mais que eles sejam condenados, a gente ainda sabe que é pouco, porque a vida ela já foi. Ela não voltará mais". Entenda o casoJoice entrou em contato com o marido às 21h03 para avisar que aguardava a condução e pediu ao esposo para esperá-la no ponto perto da casa deles. O homem retornou a ligação cerca de 20 minutos depois, mas não conseguiu contato. Sem notícias, a família começou a ficar preocupada e, por volta das 22h, os parentes resolveram procurar a mulher. “A gente fez o percurso dos pontos que tinham entre a Ponte dos Barreiros e a Praça da Santa, onde ela estava”, relatou Camila, irmã de Joice. Oito dia depois, o corpo de Joice foi encontrada morta estrangulada e concretada em uma parede de uma obra que fica localizada na Rua Senador Lúcio Bittencourt, no bairro Esplanada dos Barreiros. Para a familia de Joice, a condenação de Jonathan foi apenas mais um passo na busca por Justiça pela mulher que deixou duas filhas. "O que queremos é Justiça. Seja ele ou seja outra pessoa. Só queremos Justiça", disse a irmã da vítima, Camila maria da Glória. Joice foi vista pela última vez na tarde de 27 de setembro de 2021, após ela ter ido visitar o avô no bairro Vila Margarida. Seu último contato com familiares ocorreu por volta das 21h daquele dia, quando ela disse ao marido que esperava condução em um ponto de ônibus.