O assassinato ocorreu na tarde de 27 de abril e causou forte repercussão em Guarujá (Polícia Civil e Reprodução/ Redes sociais) Quase dois meses após a morte de Sabrina da Silva, de 42 anos, a Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (12) o homem acusado de cometer o assassinato em Guarujá, no litoral de São Paulo. Francisco de Assis Lopes dos Santos, de 65 anos, estava foragido desde o dia 27 de abril, quando teria atirado contra a vizinha durante uma discussão envolvendo o abastecimento de água entre as residências na Baixada Santista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A captura foi realizada por policiais civis da Delegacia Sede de Guarujá, em cumprimento a mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. Segundo a investigação, Francisco estava escondido em Peruíbe e utilizava a identidade do próprio irmão para dificultar sua localização. De acordo com a Polícia Civil, o crime aconteceu no bairro Vila Áurea, no distrito de Vicente de Carvalho. Na ocasião, uma discussão relacionada ao fornecimento de água entre os imóveis vizinhos terminou em violência. Sabrina foi atingida por disparos de arma de fogo e chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Santo Amaro, mas não resistiu aos ferimentos. -Veja o vídeo (1.517941) Após o assassinato, Francisco fugiu e passou a ocultar o seu paradeiro. As investigações continuaram nos meses seguintes até que informações apontaram que ele estaria vivendo em Peruíbe. A partir disso, policiais realizaram diligências e campanas, conseguindo localizar e prender o procurado. Em interrogatório, segundo a Polícia Civil, Francisco afirmou que a intenção era atingir o companheiro da vítima. No entanto, admitiu ter efetuado os disparos que resultaram na morte de Sabrina. O homem permaneceu à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia. Crime causou comoção O assassinato ocorreu na tarde de 27 de abril e causou forte repercussão em Guarujá. Conforme o boletim de ocorrência, uma testemunha relatou que o desentendimento começou após o vizinho supostamente interromper o fornecimento de água para a residência de Sabrina. Ainda segundo o relato, a vítima chegou a se afastar do local durante a discussão, mas retornou pouco tempo depois. Em seguida, testemunhas ouviram Sabrina gritar “Pelo amor de Deus, não faz isso”, antes dos disparos. Mãe de três filhos e avó de três netos, Sabrina foi socorrida em estado grave pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Santo Amaro. Ela chegou à unidade já entubada, passou por exames, mas morreu em decorrência dos ferimentos. Desde então, familiares cobravam a prisão do acusado, que havia sido indiciado por homicídio qualificado e permanecia foragido até a captura realizada nesta sexta-feira. A Tribuna não localizou a defesa de Francisco de Assis Lopes dos Santos, mas o espaço segue aberto para posicionamento.