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Quinta-feira

13 de Agosto de 2020

Homem é condenado a 15 anos em regime fechado após matar pescador em Santos

Crime ocorreu em maio de 2018. Acusado foi flagrado por câmera do TPPS com bicicleta

Apontado como autor de um crime por motivações passionais no atracadouro do Terminal Público Pesqueiro de Santos (TPPS), na Ponta da Praia, em 2018, Bruno Rosa Andrade foi condenado a 15 anos em regime fechado. Ele é acusado pelo assassinato do pescador Rondineli dos Santos Silva, após descobrir o envolvimento da vítima com a ex-mulher do réu. Bruno já se encontrava detido. 

A decisão foi ratificada pelo júri popular, na noite de quarta-feira (4), durante julgamento do caso, realizado no Palácio da Justiça de Santos. A sessão foi presidida pelo juiz Alexandre Betini, que ainda fixou o pagamento de taxas judiciária de 100 Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (Ufesp) – R$ 276,10. 

O corpo de jurados acolheu a tese da Promotoria, na qual aponta que Bruno realizou o homicídio qualificado, por motivo fútil, e impossibilitando a defesa da vítima. Conforme a acusação, ele acertou quatro disparos contra a vítima, sendo dois deles pelas costas. 

Ao determinar o período de detenção, o magistrado levou em consideração o fato de o acusado “ostentar cinco folhas de antecedentes” e “possuir condenação criminal posterior ao processo”, também por homicídio. 

Em seu depoimento, Bruno afirmou que a vítima o teria ameaçado com uma faca. Razão pela qual o juiz reconheceu a circunstância atenuante da confissão, utilizando critérios de proporcionalidade da pena. 

O crime ocorreu no dia 21 de maio de 2018, mas a autoria do assassinato só foi elucidada em setembro daquele ano. A apuração do caso foi feita por investigadores do Setor de Homicídios da Delegacia Antissequestro (Deas) de Santos, a partir de imagens do circuito de câmeras e depoimentos de testemunhas. 

No vídeo, é possível verificar o exato momento em que Bruno passa de bicicleta nas dependências do Terminal Público Pesqueiro, instantes antes do crime. A investigação apontou que, em seguida, ele invade um barco e, de arma em punho, desfere cinco disparos na direção de Rondineli. Quatro atingiram a vítima, que morreu no local. 

Para a Polícia Civil, o assassinato foi motivado por ciúmes e rixas pessoais alimentadas entre acusado e vítima. Isso porque Bruno teria descoberto o relacionamento de Rondineli com sua ex-companheira e mãe de seus filhos.

Bruno teve prisão preventiva decretada em setembro de 2018, e chegou a ser considerado foragido. Ele foi encontrado no mês seguinte pelos investigadores do Deas, numa residência da comunidade Cantagalo, no Guarujá. Desde então, o réu estava detido e à disposição do Poder Judiciário. 

Por conta da gravidade do crime, da violência empregada na execução e das lesões à vítima, o juiz determinou o recolhimento do acusado ao cárcere. Por esse motivo, ele não poderá recorrer em liberdade.

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