Vítima registrou um boletim de ocorrência contra o guarda municipal na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente (Divulgação/ Polícia Civil-Deinter 6) Um agente de 42 anos da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Vicente, no litoral de São Paulo, foi acusado de agredir e ameaçar uma mulher de 31 anos, com quem mantinha uma união estável. Segundo a Prefeitura, a Corregedoria da corporação vai apurar o caso. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência (BO) aberto contra o agente. As agressões aconteceram na noite do último dia 4 de abril, em um sítio onde o casal vivia, no bairro Sítio do Campo, em Praia Grande. O registro na Polícia Civil, contudo, só foi feito cinco dias depois. O BO detalha que, na data, o casal, junto há 13 anos, iniciou uma discussão. Em determinado momento, o homem, que já havia ofendido a mulher com palavras de baixo calão, desferiu um chute contra a coxa direita da vítima, que bateu as costas e o ombro na parede. Na sequência, o GCM saiu da casa, mas, antes de deixar o local, ameaçou a mulher. “Vou voltar e te quebrar toda (sic)”, teria dito, conforme o boletim de ocorrência. O episódio aconteceu na frente das três filhas do casal, todas crianças. Nesse intervalo, a mulher pegou o carro do casal e fugiu com as filhas para a casa de familiares, também em Praia Grande. Acusação de roubo Ainda segundo o boletim, na madrugada de 8 de abril, o guarda municipal foi à casa desses familiares da mulher e acionou a Polícia Militar (PM), afirmando que ela havia roubado seu carro. O veículo foi devolvido pela vítima, que filmou todo o episódio. O documento policial indica que, ao fazer o registro, a mulher não quis medidas protetivas, mas afirmou que procuraria seus direitos judiciais. O caso foi registrado como violência doméstica, lesão corporal, ameaça e injúria na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente. Procurada, a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) informou que a vítima ainda não formalizou a representação criminal contra o GCM, o que impede a abertura de um inquérito policial neste momento. No entanto, ela tem um prazo de seis meses, a partir da data em que soube quem é o autor do crime, para apresentar a queixa. Posicionamento A Prefeitura de São Vicente, por meio de nota, reforçou que abriu um processo de apuração junto à Corregedoria da GCM logo após ter conhecimento da denúncia. A Administração Municipal destacou que o armamento utilizado para porte institucional do agente será recolhido e que ele ficará afastado dos trabalhos ostensivos durante a investigação dos fatos. “A Administração Municipal aguarda os novos desdobramentos a respeito do caso, e ressalta que não tolera ocorrências dessa natureza, reforçando, inclusive, que a própria Guarda Civil Municipal dispõe de um programa de suporte para mulheres vítimas de violência (Guardiã Maria da Penha)”, disse a Prefeitura.