GCM achado morto em rodovia já enfrentou acusações de homofobia em São Vicente (Arquivo pessoal e Reprodução/ Redes sociais) O Guarda Civil Municipal (GCM) Flávio Roberto Soares Carvalho, de 54 anos, que foi encontrado morto com um ferimento de disparo de arma de fogo na cabeça na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, na madrugada de quarta-feira (4), já havia sido acusado de homofobia em um caso ocorrido em São Vicente, no litoral de São Paulo. A denúncia envolvia uma abordagem na rodoviária da cidade da Baixada Santista, em 2021, quando três pessoas afirmaram ter sido vítimas de ofensas de cunho preconceituoso durante revista feita por agentes da Guarda Municipal. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o processo judicial, o Ministério Público acusou dois guardas municipais de injúria motivada por preconceito. As vítimas relataram que foram abordadas enquanto aguardavam um ônibus e teriam sido alvo de xingamentos relacionados à orientação sexual e identidade de gênero. Segundo os relatos, os guardas teriam ordenado que o grupo encostasse em uma parede durante a abordagem. Em determinado momento, após saberem que uma das pessoas era uma mulher transexual e que outras duas eram homossexuais, teriam sido feitas ofensas verbais e comentários depreciativos. A defesa dos agentes negou qualquer tipo de ofensa e afirmou que a abordagem ocorreu por suspeita de uso de drogas no local. Segundo os guardas, nenhum comportamento discriminatório foi praticado durante a ação. O caso foi analisado pela Justiça em São Vicente. Na sentença, o juiz destacou que os depoimentos das vítimas apresentaram contradições e que as provas reunidas no processo não foram suficientes para comprovar a prática do crime. Diante das dúvidas sobre o ocorrido, os réus foram absolvidos há menos de um mês. O processo tratava de injúria motivada por preconceito, crime previsto na Lei nº 7.716/89, que pune ofensas relacionadas à orientação sexual ou identidade de gênero. A acusação voltou a ser mencionada após a morte do guarda, investigada como latrocínio no 3º Distrito Policial (DP) de São Vicente. O caso gerou repercussão nas redes sociais e reacendeu discussões sobre o episódio ocorrido na rodoviária municipal.