A Polícia Civil obteve imagens que comprovam que o grupo investigado pelo latrocínio do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 28 anos, cometeu outros crimes durante a mesma madrugada em Santos. Nos registros, um adolescente aparece puxando o celular de uma vítima que estava sentada na calçada. O roubo, assim como o ataque ao engenheiro, era transmitido ao vivo em uma rede social. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! As investigações conduzidas pelo 4º Distrito Policial (DP) de Santos, em conjunto com o 3º DP e a 3ª Delegacia de Homicídios da DEIC, permitiram a identificação de nove suspeitos envolvidos no crime, sendo dois adultos e sete adolescentes. Até o momento, cinco menores foram apreendidos, dois são procurados e outros dois adultos estão com a prisão decretada. Dos nove suspeitos identificados pelas equipes policiais, um dos adultos teve a prisão temporária decretada por ser apontado como o responsável pela conta no TikTok utilizada nas transmissões ao vivo. -Vídeo outro roubo (1.536109) Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que equipes utilizam imagens de câmeras de monitoramento e de redes sociais, além de depoimentos de testemunhas, para individualizar a participação dos envolvidos. Além disso, orienta que outras pessoas que tenham sido vítimas de furtos ou roubos na mesma região e horário procurem uma delegacia para formalizar o boletim de ocorrência e auxiliar na instrução do inquérito. Relembre o caso O crime ocorreu na madrugada do último sábado (24), na Vila Mathias. Marcelo de Oliveira Rocha participava de um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e havia se afastado do evento para ir ao banheiro quando foi cercado pelo grupo na Rua Henrique Ablas. Nas imagens transmitidas ao vivo, é possível ver os criminosos abordando e exigindo o celular de Marcelo, quando o agridem com um soco. Após a agressão, o engenheiro cai desacordado e o grupo foge. Marcelo foi encontrado desacordado por amigos, socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado à Santa Casa de Santos, onde não resistiu. A Polícia Civil descartou qualquer motivação de cunho político ou homofóbico. Segundo o Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), o bando agia de forma oportunista para realizar roubos e furtos de celulares e correntinhas, gravando e transmitindo as abordagens em tempo real na internet. Os envolvidos responderão pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte).