A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na quarta-feira (26), a Operação Chargeback, conduzida pelo 1º Distrito Policial (DP) de Mongaguá, no litoral de São Paulo. A ação teve como objetivo apurar a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em crimes de estelionato, receptação qualificada na atividade comercial, crimes fiscais e associação criminosa. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo informações apuradas por A Tribuna, a investigação identificou quatro pessoas que estariam envolvidas nas atividades investigadas. O grupo teria como prática a compra de bebidas alcoólicas e não alcoólicas para, posteriormente, realizar o cancelamento dos pagamentos realizados por meio de cartões de crédito vinculados a contas de bancos digitais. De acordo com a apuração, as mercadorias seriam adquiridas por uma adega, localizada na Zona Leste de São Paulo, e armazenadas em diferentes depósitos pertencentes aos proprietários do estabelecimento. A investigação aponta ainda que o grupo teria atuado junto a quase 15 unidades de supermercados. A prática teria potencial para provocar prejuízos estimados em aproximadamente R\$ 1,5 milhão, além de outros valores que ainda podem ser identificados no decorrer das diligências. A operação foi realizada em estabelecimentos comerciais, como adegas, galpões e depósitos, além de residências dos alvos. A ação contou com o apoio de fiscais auditores da Fazenda Estadual e de um funcionário da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe). Durante o cumprimento das diligências, os policiais apreenderam R\$ 2.624 em dinheiro, bebidas de origem estrangeira que não são vendidas no Brasil e produtos vencidos. Também foram encontrados 11.312 maços de cigarros de marcas diversas de origem nacional e outros 1.571 maços de marcas estrangeiras. Ao todo, foram apreendidos 12.883 maços de cigarros. Além das mercadorias, os agentes recolheram documentos e anotações, cinco celulares, três notebooks, uma CPU, dois tablets, dois aparelhos de televisão de 85 polegadas, uma máquina de contar cédulas, cinco DVRs, dois HDs e 12 máquinas de cartões de crédito. A Polícia Civil informou que a investigação prossegue com a perícia e análise do material apreendido. Outras providências de polícia judiciária deverão ser adotadas no decorrer da apuração.